Comissão de Meio Ambiente debate ação preventiva contra o Super El Niño

Em 15/06/2026
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A Comissão de Meio Ambiente da Alepe realizou, nesta segunda, uma audiência pública sobre os impactos do chamado “Super El Niño” em Pernambuco. O fenômeno, provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode afetar o Nordeste brasileiro com consequências climáticas extremas, como secas, aumento de temperatura e inundações. Os efeitos já começaram a ser detectados, e devem afetar o clima de Pernambuco entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

Uma das questões levantadas no encontro foi a necessidade de regionalizar o planejamento preventivo. Hortênsia Nunes Oliveira, diretora da Condepe/Fidem, a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco, enfatizou a necessidade de apoiar tecnicamente os municípios. “O estado possui uma diversidade territorial que exige soluções específicas para cada região. Os desafios enfrentados pelos municípios do sertão não são os mesmos observados pelo litoral, pela RMR. Também merece destaque a necessidade de apoio técnico contínuo aos municípios pernambucanos, especialmente aqueles de menor porte, que frequentemente enfrentam limitações estruturais para elaborar diagnóstico, identificar áreas de riscos e implementar medidas adequadas.” 

A deputada Rosa Amorim, do PT, presidente da Comissão de Meio Ambiente, apresentou dados do Governo Federal de 2024, mostrando que Pernambuco tem 106 municípios considerados vulneráveis às mudanças climáticas, dos quais 53 estão em situação avaliada como crítica. O deputado João Paulo, do PT, que solicitou e presidiu a reunião, destacou as previsões de especialistas indicando impactos devastadores, especialmente para as populações mais pobres do semiárido do Nordeste.

Mas queria destacar aqui a representação do Governo do Estado, onde eles já estão elaborando um programa, já vendo as medidas principalmente de recursos, que eu acho que é fundamental, e os programas preventivos para se antecipar um possível grau de muita gravidade em todo o semiárido e para o Brasil como todo. Então, saio satisfeito e espero que esses estudos continuem de forma acelerada.”

A audiência teve a participação ainda de entidades como a Amupe, Associação Municipalista de Pernambuco, o Consórcio de Municípios do Agreste e Mata Sul, além de representantes  da Sudene e da sociedade civil. Os participantes defenderam abordagens baseadas no uso sustentável de recursos, na arborização e infraestrutura verde, utilizando ferramentas democráticas e gratuitas já desenvolvidas em pesquisas acadêmicas para prevenir desastres.