Deputados repercutem balanço da saúde em Pernambuco

Em 12/06/2026
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A apresentação do relatório sobre a gestão estadual na área de saúde pela secretária Zilda Cavalcanti, realizada na última quarta, gerou debate entre parlamentares sobre o desempenho do governo no setor. A gestora mostrou que houve a aplicação de R$2,17 bilhões em recursos do próprio Tesouro Estadual no primeiro quadrimestre de 2026, o equivalente a 15,5% da receita líquida. O percentual é maior que o mínimo determinado pela Constituição Federal, que é de 12%.

Representantes da bancada governista destacaram as medidas de requalificação de grandes hospitais e descentralização de atendimento no interior. Líder do governo na Alepe, a deputada Socorro Pimentel, do PSD, destacou a reforma e requalificação de grandes hospitais da Região Metropolitana. Isso é algo histórico, pessoal, e a gente precisa dizer aqui, falar aqui através de dados, dados importantes de um hospital Otávio de Freitas que tem 80 anos de construído e que nenhum desses momentos recebeu uma reestruturação, uma requalificação, investimentos tão robustos para fazer o que ele tem para que os profissionais de saúde possam fazer, qual é a missão e o perfil de atendimento dessa unidade hospitalar.”

Joãozinho Tenório, do PSD, ressaltou a evolução do gasto per capita em saúde pelo Governo de Pernambuco, que passou de R$238 por habitante em 2021, para R$368 em 2026, considerando o primeiro quadrimestre de cada ano. “É o maior investimento per capita em saúde da história de Pernambuco. Sou da região do Agreste e vou falar do Hospital da Mulher . Eu via aquele prédio lá fechado, sem vida, e a governadora Raquel Lyra teve coragem de enfrentar, investir, e abrir esse hospital que tem mudado a vida das mulheres do Agreste e das mulheres pernambucanas.”

Também elogiaram o trabalho da gestão os deputados Luciano Duque, do Solidariedade; Pastor Cleiton Collins, do PP; e João Paulo, do PT. Já os parlamentares da oposição questionaram o montante investido na saúde, como pontuou o deputado Rodrigo Farias, do PSB. A verdade é que nos últimos 5 anos e o número que apresentou aqui foi de 15,53% do investimento, esse número chegou a quase 19, sem anos de pandemia, pós pandemia, quando a gente faz uma redução de 3,3% de investimento, às vezes o número três a gente pensa que é baixo, mas o valor disso dá mais de 1 bilhão 500 milhões reais que deixaram de ser investidos na saúde.”

O mesmo questionamento foi feito pelo deputado Romero Albuquerque, do PSB, e pelo presidente da Comissão de Saúde, Sileno Guedes, também do PSB. Em resposta, a secretária Zilda Cavalcanti afirmou que os anos de pandemia distorcem a comparação com o período atual.  Se a gente pegar 20, 21 e 22, que é o período da pandemia, a gente vai ter um ponto fora da curva, porque os investimentos em saúde nesses três anos foram muito acima do que é o a base de investimento em torno dos 15%.”

Sileno Guedes ainda questionou a ausência de partos de alta complexidade na maternidade no Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, no Sertão Central. As gestantes são obrigadas agora a serem transferidas para fazer o procedimento em Petrolina, porque no hospital de Salgueiro já não existe mais esse atendimento.”

Questionamentos de atrasos nas entregas também foram feitos por Junior Matuto, do Republicanos, e Eriberto Filho, do PSB. Já Dani Portela, do PT, pediu isonomia na escolha dos municípios atendidos pelas Carretas da Mulher. Em resposta, a secretária Zilda Cavalcanti disse que o problema em Salgueiro ocorreu por conta do não preenchimento de vagas disponibilizadas pelo Governo Estadual, especialmente para médicos obstetras. Em relação às Carretas da Mulher, ela afirmou que a escolha atende  critérios objetivos, como tamanho da população, necessidade de deslocamento e logística necessária para operação da unidade móvel.