O papel dos Institutos Federais de Educação no desenvolvimento de Pernambuco foi tema de uma audiência pública realizada pela Comissão de Finanças da Alepe, nesta terça. Os gestores das instituições destacaram o impacto local da educação técnica e tecnológica, com qualificação da mão de obra e no fomento à inovação. O presidente do colegiado, deputado Antonio Coelho, do União, salientou a importância dos institutos. [
“A mão de obra que sai do Instituto Federal sai mais qualificada, portanto merecedora de um salário maior. E isso não só agrega para a nossa economia como pavimenta o caminho de mais prosperidade para todos aqueles que foram educados no Instituto Federal.”
Em Pernambuco, a rede federal de educação profissional e tecnológica é composta por duas instituições. O IFPE, que tem hoje 30 mil alunos em 16 municípios, e o IF Sertão, com cerca de 15 mil estudantes em seis municípios. O reitor do IFPE, José Carlos de Sá, explicou que os Institutos estão buscando sensibilizar outras instituições, para mostrar a importância da Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. “Quando promovemos formação qualificada de pessoas para o mundo do trabalho, pessoas que se fixam na sua região, porque a partir desta formação conseguem desenvolver as suas atividades naquela região, você traz um desenvolvimento regional. O Instituto Federal de Pernambuco, por exemplo, ele é agora uma unidade da Embrapii. Ele tem um polo de inovação que pode fazer parcerias com a indústria para inovação tecnológica. Tudo isso é contribuição para o desenvolvimento do estado de Pernambuco.”
Segundo dados apresentados pelos Institutos, os IFs de Pernambuco geram um incremento de R$560 milhões anuais através do aumento da renda dos estudantes quando entram no mercado de trabalho. Além disso, mais de 80% dos alunos permanecem no estado após a formação. Para o reitor do IF Sertão, Jean Carlos de Alencar, o investimento na educação especializada pode modificar as perspectivas da região. “Num passado recente a gente falava em combate à seca, depois se mudou esse discurso para convivência com a seca e hoje na região, no Sertão, o que a gente vem tem visto, o que vem trabalhado na realidade é potencializar a seca, é a gente poder aproveitar de melhor do que a seca tem. É por isso que a gente hoje tem uma região que é grande exportadora de fruta. A gente tem um dos melhores vinhos do país, são construídos na na região. Inclusive nossa instituição tem um curso voltado para enologia e viticultura.”
Além do trabalho de formação acadêmica, medidas de impacto social são desenvolvidas pelos IFs. Os reitores mostraram, por exemplo, programas voltados para a ovinocaprinocultura e a formação de comunidades quilombolas e indígenas. A rede federal também promove atividades para o reforço escolar no ensino fundamental e com foco nos jovens em situação de vulnerabilidade e para mulheres em busca de formação empreendedora, entre outras iniciativas. Ambas instituições estão em processo de expansão para novas localidades.
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