
SAÚDE – Especialistas, representantes do poder público e pacientes discutiram os desafios da fibromialgia. Foto: Nando Chiappetta
O 2º Simpósio de Fibromialgia de Pernambuco foi realizado, nesta terça (12), na Alepe, no Auditório Sérgio Guerra. Por iniciativa da Comissão de Saúde, o evento reuniu especialistas, representantes do poder público, instituições e pacientes para discutir os desafios enfrentados pelas pessoas diagnosticadas com a síndrome no Estado.
Presidido pelo deputado Romero Sales Filho (PSD), o debate foi feito em parceria com a Associação Minha Dor Tem Pressa. Os participantes sublinharam a importância de se ampliar o acesso à informação, fortalecer a visibilidade da doença e contribuir para a construção de políticas públicas voltadas ao acolhimento, tratamento e garantia de direitos dos pacientes.
Dor crônica
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor muscular generalizada, fadiga intensa, distúrbios do sono e alterações de memória e humor. Por não ter causa definida e nem exames que comprovem a doença, os pacientes frequentemente enfrentam dificuldades de diagnóstico e descrédito, o que impacta diretamente o acesso a tratamento e direitos sociais.

CONSCIENTIZAÇÃO – Érica Castro defendeu o acesso ao tratamento adequado e mais visibilidade. Foto: Nando Chiappetta
“Essas pessoas precisam ser vistas, acolhidas e tratadas. Muitas não conseguem mais manter uma rotina mínima, trabalhar ou locomover-se. Nesse ponto, a pauta deixa de ser apenas sobre saúde e passa ser sobre dignidade e proteção social”, disse Romero Sales Filho.
O evento expôs as falhas no atendimento do INSS e a importância do reconhecimento da fibromialgia como deficiência. O simpósio também destacou os avanços conquistados no Estado, como a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, além da emissão da carteira de identificação para pacientes diagnosticados com a condição.
Ao participar do debate, a presidente da Associação Minha Dor Tem Pressa, Érica Castro ressaltou a importância do conhecimento dessa pauta. “É possível ter fibromialgia e ter uma vida digna, desde que haja o tratamento correto”, afirmou Érica, que recebeu um Voto de Aplauso pelo seu incansável trabalho de acolhimento e defesa dos direitos das pessoas com fibromialgia.
COMO CHEGAR