Os impactos das fortes chuvas da última sexta em Pernambuco, principalmente no Grande Recife e municípios da Mata Norte, foram o tema principal da reunião plenária da Alepe, nesta segunda. Nos discursos, solidariedade às vítimas e defesa da união dos governos Federal, estadual e municipais em ações para mitigar o sofrimento.Socorro Pimentel, do PSD, destacou a mobilização do Governo de Pernambuco, com a atuação integrada da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e rede de assistência social. Ela ressaltou a presença da governadora Raquel Lyra nas áreas afetadas e pediu que o assunto não seja politizado. “Nós não estamos aqui para falar apenas de números, estamos falando de vidas que foram impactadas, de famílias desalojadas, de pessoas que tiveram suas casas invadidas pela água, de comunidades isoladas e de cidadãos que, de forma abrupta, se viram em situação de extrema vulnerabilidade.”
Jarbas Filho, do PSD, também exaltou a atuação do Governo do Estado. Ele ressaltou a ação integrada com os municípios, que permitiu medidas de acolhimento, como a abertura de abrigos, o atendimento de assistência social e a oferta de alimentação para as vítimas por meio das cozinhas solidárias. “Desde as primeiras horas da sexta-feira, a governadora Raquel Lyra esteve pessoalmente à frente das ações, acompanhando a situação junto à APAC e aos órgãos de defesa civil, demonstrando compromisso, liderança e sensibilidade com o povo pernambucano.”
Dani Portela, do PT, lamentou as mortes provocadas pelas enchentes e criticou a ausência de políticas públicas estruturais de prevenção e reparação a eventos climáticos extremos em Pernambuco. Ela também abordou o chamado racismo ambiental, em que as populações mais vulneráveis são as mais atingidas. “Ninguém mora e vive em área de risco porquê quer, ninguém mora e vive em área de risco por uma escolha somente. Isso é falta de planejamento urbano, isso é falta de uma política séria de moradia estruturada que não empurre as pessoas para as margens e periferias.”
Rosa Amorim, do PT, pediu urgência na apresentação de ações estruturadas pelo poder público. A petista contou ter visitado diversos alojamentos na cidade de Goiana, na Mata Norte, onde mais de 600 pessoas encontram-se abrigadas. Para Rosa, essa foi uma tragédia anunciada e é preciso transformar a indignação em medidas efetivas. “Por isso, hoje eu estou apresentando um projeto de lei para elevar o valor do aluguel social de R$350 para R$1 mil, em casos de desastres ambientais, como esse que a gente presenciou. Porque, diante da emergência, não basta lamentar a dor das famílias, é preciso agir.”
João Paulo, do PT, cobrou ações estruturantes para minimizar os impactos sobretudo para as comunidades periféricas. Ele cobrou prioridade para ações de prevenção e anunciou um projeto de lei para que o Programa Guarda-Chuva, executado quando foi prefeito do Recife, se torne uma política de âmbito estadual. “Nenhum desses milhares de desabrigados e dessas vítimas, entre elas crianças, moravam em bairros de rico ou classe média. Todos eram da periferia, moravam em morros ou nos alagados. Em sua maioria, pessoas pretas, todas da classe trabalhadora. Isso não é coincidência; é, mais uma vez, a prova de que só há tragédia porque há desigualdade social.”
Sileno Guedes, do PSB, também defendeu o aumento de investimentos em ações estruturais. Ele destacou a necessidade de ampliar os recursos voltados à retirada de pessoas de áreas de risco, de intervenções em encostas e, sobretudo, à ampliação da macrodrenagem das cidades. “Ainda há uma dívida social, ainda há uma exclusão e uma desigualdade muito grande em nossas cidades e a gente precisa, precisa cada vez mais, que gestores públicos tenham esse compromisso, o compromisso de continuar investindo onde efetivamente precisa investir.”
Izaías Régis, do PSD, destacou a nomeação de 2.157 policiais militares pelo Governo Estadual. O parlamentar reconheceu avanços na segurança pública, mas cobrou reforço urgente no efetivo do Agreste Meridional. “Então, eu vim fazer um apelo à governadora Raquel Lyra para que ela coloque, à disposição do 9º batalhão de Polícia Militar de Garanhuns, mais policiais porque é necessário. Nós estamos sendo invadidos pelas drogas.”
João Paulo Costa, do PT, apresentou indicação pedindo o reforço da segurança em Bodocó, no Sertão do Araripe. Ele relatou aumento da criminalidade no município, especialmente nos roubos de motos em estradas vicinais. “Eu peço que o Governo possa colocar como prioridade no programa Juntos pela Segurança a implantação desse posto policial permanente na vila de Sipaúba, na Zona Rural do município de Bodocó, e também garantir o retorno imediato da Patrulha Rural no município de Bodocó.”
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