A Assembleia Legislativa de Pernambuco recebeu, nesta quarta, o prêmio Assembleia Cidadã 2025 da Unale – União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais. A iniciativa agraciada foi o programa “Alepe Antirracista”, que realizou ações de enfrentamento ao preconceito racial. A cerimônia de entrega foi presidida pelo deputado Diogo Moraes, do PSDB, presidente do Conselho Fiscal da Unale.
O parlamentar destacou as ações práticas promovidas pela Casa e pontuou que a premiação é um justo reconhecimento para o Estado. “O reconhecimento nacional do Alepe Antirracista é proveniente da relevância do projeto que, desde 2023, reafirma o pioneirismo no papel da casa de Joaquim Nabuco, como promotora da igualdade étnico-racial.” Ele celebrou ainda a formação de servidores, a criação de ouvidoria especializada e o debate para a valorização da cultura negra, pontos contidos no programa.
O superintendente-geral da Alepe, Aldemar Santos, ressaltou que o combate à discriminação precisa ser um esforço institucional contínuo. “Essa política só vai se acabar quando o racismo se acabar. Não basta não ser racistas, nós temos que ser antirracistas.”
Na mesma linha, o secretário da Unale em Pernambuco, deputado João Paulo Costa, do PCdoB, defendeu a propagação da ideia. “Seria muito bom ver todas as Assembleias Legislativas do Brasil com a política permanente de combate ao racismo.”
Ao fazer a entrega do troféu, o presidente da Unale, deputado Vilmar Zanchin, do MDB do Rio Grande do Sul, enalteceu a postura pernambucana frente a este grave problema histórico brasileiro. “O projeto Alepe Antirracista, desenvolvido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, demonstra um compromisso real desta Casa com o enfrentamento do preconceito racial e do racismo estrutural.”
Também compuseram a mesa a Secretária-Geral da Unale, deputada Tia Ju, do Republicanos do Rio de Janeiro, o vice-presidente da entidade no Nordeste, deputado Sérgio Aguiar, do PSB do Ceará, e o secretário no Amazonas, o deputado João Luiz, do Republicanos.