A passagem do Dia Internacional da Mulher motivou pronunciamentos na reunião plenária da Alepe desta segunda. A deputada Rosa Amorim, do PT, denunciou o aumento no número de feminicídios no Brasil. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2025, foram 1.568 ocorrências, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. “Estamos cansadas de chorar pelas nossas amigas, cansadas de ver nossas companheiras serem mortas, cansadas de ver mães chorando os corpos de suas mulheres vítimas de violência. E essa é uma fala pelo direito, o direito de permanecermos vivas.” A parlamentar fez um apelo ao Governo do Estado para a necessidade de novas delegacias especializadas e defendeu mudanças nas atuais esferas de poder, predominantemente masculinas.
Socorro Pimentel, do União, também condenou o crescimento dos registros de violência contra a mulher, classificando a escalada do feminicídio como uma “verdadeira epidemia”. Segundo apontou a deputada, a violência doméstica ainda traz outros graves desdobramentos, como, por exemplo, um número crescente de crianças órfãs. Mesmo diante das dificuldades, ela destacou que Pernambuco tem vivido um momento histórico, sob a gestão de duas mulheres. Inclusive, conforme destacou Socorro, a governadora Raquel Lyra, foi agraciada com o Prêmio Mulheres Exponenciais 2026, na categoria gestão pública. “Isso representa mais do que uma conquista simbólica. Representa um sinal claro de que as mulheres devem e podem ocupar os espaços de liderança, de decisão, de transformação na vida pública. Essa força feminina se estende por todo o primeiro escalão e órgãos estratégicos do nosso estado.”
João Paulo, do PT, também destacou o significado do Dia Internacional da Mulher, ressaltando a importância histórica da data e alertando para o aumento dos casos de feminicídio em Pernambuco. “Enquanto houver violência, não haverá silêncio. Não existe democracia verdadeira enquanto mulheres continuam sendo assassinadas dentro de suas próprias casas. Combater o feminicídio não é apenas uma política pública, é uma obrigação moral do Estado e de toda a sociedade.”
Renato Antunes, do PL, celebrou a promoção da pernambucana Cláudia Lima Gusmão Castro, a primeira mulher a atingir a patente de general de brigada no Exército Brasileiro. Ele exaltou a trajetória da oficial, afirmando que o feito rompe a última fronteira feminina na instituição. “O espaço historicamente destinado aos homens, o Exército brasileiro mostra que o nosso Exército é um Exército formado por homens e mulheres, por aqueles que querem vestir a farda verde-oliva e defender interesses e ideais brasileiros.”
Aglailson Victor, do PSB, comentou a conclusão do projeto de construção da estrada da comunidade Oiteiro, no município de Vitória de Santo Antão, na Mata Sul. O parlamentar destacou a articulação com o Governo do Estado para execução da obra, expressando gratidão à governadora Raquel Lyra. “Para quem é de Vitória sabe, essa estrada que vai ser tão importante para milhares de pessoas que transitam ali, que ali residem, e o Oiteiro também é importante produtor de hortaliças do nosso estado, essa estrada vai poder ajudar o escoamento desses produtos, então vai ser de fundamental importância para Vitória como um todo.”
João Paulo Costa, do PCdoB, comemorou a inauguração, na próxima quinta, da rodovia PE-540, ligando a cidade de Moreilândia, no Sertão do Araripe, ao distrito de Carimirim. O deputado agradeceu ao Governo do Estado e destacou que a rodovia, com 12 quilômetros de extensão, vai ser importante para o escoamento da produção agrícola de mandioca e mel.
Izaías Régis, do PSDB, defendeu que o aniversário da cidade de Garanhuns, no Agreste Meridional, é dia 10 de março, em vez de 4 de fevereiro. Segundo o parlamentar, quando foi prefeito da cidade, estabeleceu a data como correta, mas afirmou que a gestão atual modificou o calendário.
A paralisação dos profissionais da rede estadual de Educação, aprovada em assembleia geral da categoria para esta semana, foi abordada por parlamentares na tribuna. O deputado João Paulo registrou solidariedade aos trabalhadores e defendeu o diálogo com o Governo do Estado. Já Renato Antunes criticou a ação sindical, que considera como “oportunista” em ano eleitoral.