O Secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro, apresentou, nesta segunda, o relatório com a série histórica dos indicadores educacionais do Estado. Na Comissão de Educação da Alepe, ele destacou avanços como a diminuição da taxa de analfabetismo para a população de 15 anos ou mais, indicando que Pernambuco está “bem abaixo da média Nordeste”. Gilson Monteiro também apontou melhorias nas competências em Língua Portuguesa e Matemática, tanto no Ensino Fundamental 2 quanto no Ensino Médio, e o reforço na infraestrutura e no transporte escolar, com a entrega de 2.100 ônibus a 184 municípios.
Ele disse que a gestão enfrenta um “passivo gigantesco” de escolas com deficiências estruturais, mas que quase 400 unidades estão atualmente com obras de manutenção, reforma e requalificação. Outro ponto tratado foi a climatização das escolas. “Em 2023 a gente tinha 1.051 escolas, e dentro dessa 1.051 escolas, 135 escolas eram totalmente climatizadas. Hoje a gente está trabalhando com 1.081 escolas e eu tenho hoje quase 600 totalmente climatizadas, 236 parcialmente climatizadas.”
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Pernambuco, Ivete Caetano, reconheceu que houve um crescimento do percentual de professores efetivos, mas reclamou que o estado ainda está muito distante da meta do Plano Nacional de Educação, que exige 90% de docentes de carreira. “A presença de mais da metade dos docentes com vínculos temporários permanece como um indicador estrutural de fragilidade na política de pessoal com efeitos diretos sobre a continuidade pedagógica e as condições de trabalho.”
A presidente do Sintepe também questionou a persistência de um alto contingente de analfabetos no Estado e a queda de matrículas na rede, com 24 mil estudantes fora da escola. Ela denunciou, ainda, problemas estruturais, como a falta de laboratório de informática ou biblioteca em mais de 30% das escolas, e descumprimento da lei do piso salarial em algumas regionais.
O deputado João Paulo, do PT, membro da Comissão de Educação, também reconheceu os esforços da gestão, mas defendeu a importância da crítica. “Eu vejo um esforço, vi aqui, detectei avanços, que nós temos que reconhecer e as críticas tem que ser feito mesmo, o secretário vem aqui para ouvir críticas mesmo e é importante que elas sejam feitas, não só pelo sindicato, mas pelos deputados e por todos.”
O presidente da comissão, deputado Renato Antunes, do PL, reconheceu a complexidade dos problemas da Educação e considerou que o debate foi um passo para a busca por soluções. “Não é algo que a gente resolve do dia para a noite, com mágica, mas sim com muita discussão, discordando sim, mas respeitando e buscando solução.”
A reunião também contou com a presença de representantes do Fórum Estadual e do Conselho Estadual de Educação.
COMO CHEGAR