
DIREITO – Gilmar Júnior frisou que Pernambuco está na vanguarda da linguagem acessível. Foto: Gabriel Costa
A Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência e Atipicidades promoveu, nesta terça (21), um Seminário sobre Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) na Alepe. O evento, realizado em homenagem ao mês estadual de conscientização sobre o tema, abordou o acesso à comunicação como um direito fundamental para a inclusão social.
“Estamos aqui para cuidar melhor das mães e das famílias atípicas, garantindo que todos tenham esse direito”, afirmou o presidente do colegiado, Gilmar Júnior (PV). O deputado também enfatizou a necessidade de políticas públicas voltadas a pessoas com necessidades complexas de comunicação, lembrando que Pernambuco está na vanguarda da linguagem acessível.
A CAA é um conjunto de estratégias, métodos, recursos e tecnologias utilizados para aumentar ou substituir a fala de pessoas com dificuldades de comunicação oral. O palestrante e DJ Pedro Telles mostrou exemplos de como essas ferramentas tiveram impacto na vida dele. Aos 13 anos, o adolescente com paralisia cerebral é integrante mirim do Grupo de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas, Inovação e Tecnologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

CAA – Palestrante e DJ Pedro Telles mostrou como tecnologias tiveram impacto na vida dele. Foto: Gabriel Costa
“Meu filho é uma mente brilhante que sonha com um futuro de independência. Ele quer trabalhar, estudar e se comunicar plenamente, está determinado a viver de forma autônoma. Como mãe, minha luta é garantir que ele tenha o protagonismo e as ferramentas necessárias para ser incluído e realizar seus sonhos”, afirmou Marcela Sena, que também integra o grupo.
Método Dhaca
Na sequência, a professora de Fonoaudiologia da UFPE Ana Cristina Montenegro apresentou o Método de Desenvolvimento das Habilidades de Comunicação no Autismo (Dhaca), do qual ela foi uma das idealizadoras. “O Dhaca é fundamental para garantir o direito à comunicação, oferecendo voz a quem não pode falar, facilitando a inclusão social e o aprendizado”, observou.
Voltado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sem fala funcional, o Método Dhaca prioriza a interação social e a comunicação funcional, promovendo o desenvolvimento linguístico a partir de aspectos socioculturais e pragmáticos.

FONOAUDIOLOGIA – Ana Cristina Montenegro apresentou o Método Dhaca, do qual ela foi uma das idealizadoras. Foto: Gabriel Costa
O evento também contou com palestras das professoras de Fonoaudiologia da UFPE Rafaella Asfora, que abordou os direitos previstos na Lei Brasileira de Inclusão, e Bianca Queiroga, que trouxe dados sobre a população com necessidades complexas de comunicação no país, destacando a importância de integrar políticas de saúde e educação.
Participaram da mesa de abertura a representante da Secretaria Estadual de Educação, Evanice Brígida, e a promotora do Ministério Público de Pernambuco Dalva Neta, além do superintendente-geral da Alepe, Aldemar Santos, e da procuradora Juliana Salazar.