Bolsa Atleta incentiva esporte de alto rendimento

Em 25/07/2025
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O jovem Paulo Franco Neto acumula resultados: foi nove vezes campeão brasileiro de karatê, tem o título sul-americano nas categorias sub-21 e sênior da Seleção Brasileira na categoria Kumite, além de ter levado várias vezes o campeonato pernambucano. Agora, Paulinho incorporou também o futebol à rotina, e integra o time sub-20 do Club Atlético Torres. O bom desempenho não se deve apenas à paixão pelo esporte: custa caro e exige sacrifícios. Para muitos talentos, participar de competições de alto nível é inalcançável, e essa barreira deixa muita gente pelo caminho.

Para ajudar em despesas como alimentação, treino e equipamentos, Paulinho conta com o apoio de uma política de incentivo estadual conhecida como bolsa atleta. Ela existe desde 2011 e garante auxílio financeiro para diferentes modalidades, em valores que podem chegar a 2.500 reais. “O Programa Bolsa Atleta é muito importante para nós, atletas. Ele me ajuda com materiais, nas minhas viagens, sempre me ajuda em tudo. Sem o programa, não seria possível a prática do esporte, porque nós, atletas de alto rendimento, a gente sofre muito com a questão financeira, com a questão de apoio, e o programa que o governo nos proporciona faz com que a gente consiga chegar a lugares que a gente nem imaginava chegar.”

Para participar do Bolsa Atleta é preciso ter pelo menos 13 anos, estar vinculado a uma entidade de prática esportiva e ter obtido resultados relevantes em competições anteriores.
Com a ajuda financeira, Paulinho segue na preparação para voos mais altos. Filho do atual técnico da Seleção Brasileira de Karatê, Paulo Franco, ele sonha que um dia a modalidade possa se tornar um esporte olímpico.“Onde eu espero chegar é sempre no maior lugar do pódio, em competições mundiais, pan-americanas, olímpicas também, e sempre conseguir dar o meu máximo e trazer medalhas para o nosso estado, para nossa cidade e para a minha comunidade”.

O Bolsa Atleta estadual foi aprimorado ao longo dos anos por leis aprovadas pela Assembleia Legislativa. A última alteração, de 2024, garante que o benefício continue sendo pago a atletas e paratletas afastadas das competições pela maternidade durante a gestação e o puerpério. Nesse caso, a condição de bolsista leva em conta resultados obtidos no período imediatamente anterior à gravidez.