A democratização da educação foi pauta na reunião plenária da Alepe nesta terça. O projeto de lei que isenta estudantes do ensino médio da rede pública de pagar a taxa de inscrição do vestibular seriado da UPE foi aprovado em segunda discussão. O deputado Jarbas Filho, do MDB, autor do projeto, ressaltou que Pernambuco tem mais de 338 mil alunos no ensino médio. Desse total, 86% são estudantes de escolas estaduais e vão ser beneficiados diretamente com a isenção.
“Eu tenho certeza que é uma grande conquista. E mostra que essa Casa tem uma sensibilidade com a pauta de educação.”
A convocação de analistas e assistentes educacionais em Pernambuco foi cobrada pela deputada Dani Portela, do PSOL. Segundo a parlamentar, o Governo de Pernambuco já convocou os professores aprovados no concurso da Secretaria de Educação, mas ainda falta a convocação dos demais profissionais. Ela citou estimativas mostrando que existem cerca de 800 cargos vagos de analista em gestão educacional e três mil cargos de assistentes administrativos educacionais.
“Precisamos saber quando o Governo do Estado de Pernambuco irá convocar o total dos analistas e assistentes que estão no cadastro de reserva. Quando a governadora Raquel Lyra vai nomear o cadastro de reserva de analistas e assistentes em educação? Porque a necessidade existe e está mais do que comprovada e o Estado precisa divulgar o cronograma das datas previstas para essa nomeação.”
A parlamentar também citou os nomes dos deputados federais pernambucanos que votaram contra taxar as fortunas dos grandes milionários do país. A proposta foi rejeitada na Câmara dos Deputados na semana passada.
O deputado João Paulo, do PT, abordou as eleições nos Estados Unidos e as implicações globais do pleito, especialmente na América Latina. O parlamentar acredita que a eventual eleição de Donald Trump é um risco para os Estados Unidos e para a estabilidade mundial. O parlamentar comentou vários pontos preocupantes, entre eles a visão xenófoba e misógina, segundo ele, espalhada por Trump e seus apoiadores. Outro ponto criticado pelo deputado é a postura do candidato em relação à crise climática e ao conflito entre Israel e a Palestina. O deputado concluiu que a eleição de Trump reforçaria práticas desumanas nocivas para o mundo.
“O retorno de Trump à presidência dos Estados Unidos é um risco que transcende fronteiras. Devemos, enquanto defensores da democracia, estar atentos e mobilizados tanto em nossos discursos quanto em nossas ações para enfrentar o avanço da extrema direita, proteger os direitos humanos e defender a paz e a estabilidade mundial.”
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