Extinção das faixas salariais, reajustes nos vencimentos, reestruturação do Sistema de Saúde dos Militares e convocação de excedentes de concursos públicos. Estas foram algumas pautas apresentadas pela população diretamente ao secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, em Audiência Pública promovida pela Comissão de Segurança Pública da Alepe, nesta quarta.
O debate foi solicitado pelo deputado Joel da Harpa, do PL, e teve participação dos comandos da Polícia Militar, Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. O parlamentar registrou críticas às faixas salariais incluídas nas carreiras militares do Estado. O sistema criado ainda durante a gestão do ex-governador Paulo Câmara determina níveis de remuneração diferentes para agentes de mesma patente e que realizam as mesmas funções.
“Eu acho que é extremamente importante, no seio aqui da Comissão de Segurança Pública, a gente debater a questão da valorização dos profissionais de segurança pública. Essa comissão, ela tem esse fim de debater tanto os números, mas também debater os profissionais, porque uns profissionais bem valorizados, bem equipados, com certeza prestarão o melhor serviço para a sociedade.”
O presidente da Associação dos Delegados de Pernambuco, Diego Melo Victor, pediu o apoio da Alepe para o projeto que cria a Lei Geral da Polícia Civil, em tramitação no Senado. O presidente da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados, Policiais e Bombeiros Militares, Luiz Torres, pediu melhorias no Plano de Cargos e Carreiras, aumento nos efetivos e a criação de um programa habitacional para policiais. Já o diretor da Associação dos Praças, sargento Marcos Galindo, fez um apelo por melhorias no sistema de saúde e no Hospital da Polícia Militar. Representando as pensionistas de policiais e bombeiros, Adriana Silveira lembrou que a extinção das faixas salariais foi promessa de campanha de Raquel Lyra. Ela pediu um olhar especial para a categoria e para as pensionistas.
“A tristeza é imensa. Vendo-me aqui, e todas as minhas colegas pensionistas, veteranos e ativos da PM e CBMs ,prestes a pedir, implorar, suplicar à senhora governadora Raquel Lyra que tenha o olhar diferenciado para a categoria da segurança pública, e em especial nós pensionistas, mulheres que perderam seus maridos e amargam em ter parcos salários com descontos da Funafin e Imposto de Renda. Além de ter a paridade comprometida com essa famigerada faixa salarial.”
Também em tom de cobrança, a presidente da Associação de Polícia Científica, Camila Reis, afirmou que apesar da qualificação dos peritos criminais e médicos legistas pernambucanos, esses profissionais têm “a pior progressão na carreira atualmente”. Representantes de aprovados nos concursos de 2016 e 2018 da Polícia Militar e de 2006 da Polícia Civil reforçaram o pedido para serem convocados a iniciarem o curso de formação.
O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, lembrou ter assumido o cargo há menos de uma semana. Ele ressaltou ter consciência da situação atual e que espera colocar as coisas para andar “o mais rápido possível”. Em relação aos empréstimos obtidos pelo Estado para investimentos em segurança, informou que já há alguns planos, mas que ainda não estão fechados. “Polícia Militar, Civil, Científica e Bombeiro já têm planos. Eu vou revisar esses planos de investimentos e submeter ao Governo para que as obras e a aquisição de equipamentos sejam realizadas o mais breve possível.”
Sobre o mesmo assunto, a chefe da Polícia Civil, Simone Aguiar, afirmou que há muitas pautas prioritárias e que é preciso considerar as limitações orçamentárias. O comandante dos Bombeiros, Luciano Fonsêca, afirmou que cada operativo da corporação está fazendo um planejamento com as prioridades. Já o comandante da Polícia Militar, coronel Tibério César, assinalou que o Governo anunciou planos para construção de um prédio anexo no Hospital da Polícia Militar, além da compra de equipamentos e ambulâncias.
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