Uma ameaça de estupro corretivo sofrida pela deputada Rosa Amorim, do PT, repercutiu na Reunião Plenária desta terça, na Assembleia Legislativa. A parlamentar contou ter recebido uma mensagem no e-mail institucional contendo uma intimidação para reverter a orientação sexual dela. Segundo Rosa, esse é mais um caso de LGBTfobia contra mulheres na política de todo o país.
“Não vão nos paralisar, esse tipo de ameaça, não vão nos tirar da política. A gente sabe muito bem que a violência política de gênero afeta principalmente nós mulheres, parlamentares, e a disseminação do ódio que aconteceu nesses últimos quatro anos do Governo Bolsonaro só autoriza esse tipo de iniciativa desses misóginos”.
Rosa Amorim informou que vai entrar com uma representação no Ministério da Justiça denunciando a ameaça e para garantir punição aos autores da mensagem LGBTfóbica.
Nesta terça, Rosa Amorim também registrou a decisão do Tribunal Regional Federal que inocentou a ex-presidente Dilma Rousseff das acusações de pedaladas fiscais. Para a deputada, a sentença “merece entrar nos anais da democracia brasileira”, pela reparação de uma covardia cometida contra a ex-presidente, que sofreu impeachment em maio de 2016.
A decisão da federação PT, PV e PC do B em integrar a bancada de oposição à gestão da governadora Raquel Lyra, anunciada nas últimas semanas, voltou a repercutir no Plenário. Em discurso no Grande Expediente desta terça, o líder da bancada conjunta na Casa, deputado João Paulo, do PT, declarou que o trabalho de fiscalização e cobrança do mandato dele será feito com “responsabilidade e senso crítico”.
“Nosso propósito é exercer um papel crítico e construtivo em relação às políticas e ações do governo, e não simplesmente rejeitar todas as propostas e decisões. Uma oposição responsável buscará participar de maneira construtiva do debate público, oferecer alternativas viáveis, fiscalizar ações e representar os interesses da população.”
O parlamentar aproveitou para listar os pontos que considera mais críticos da atual gestão, entre eles, a falta de diálogo com a sociedade, a possível intenção de privatizar a Compesa, e a desorganização administrativa. Segundo o petista, a exoneração indiscriminada de profissionais em cargos comissionados nos primeiros dias de governo trouxe prejuízos ainda sentidos pela população.
Romero Albuquerque, do União, pediu apoio dos colegas na aprovação do projeto de lei, de autoria dele, que visa garantir recursos do Fundo Estadual do Meio Ambiente, Fema, para ações de proteção e defesa animal. O parlamentar ressaltou a importância de criar políticas públicas que garantam a saúde e a integridade de animais domésticos e silvestres. Os recursos seriam aplicados em iniciativas como a criação e manutenção de abrigos, a capacitação de equipes de resgate em situações de emergência ou desastres naturais, e em programas de adoção responsável e de castração de animais que vivem nas ruas.
“Incluir essas políticas no Fema vai garantir que a proteção animal não seja tratada como questão secundária, algo que pode ficar para depois, e esse depois nunca chegará. Mas sim, como um pilar de nossa política ambiental e de saúde.”
Por fim, o deputado cobrou do Governo a criação de uma secretaria estadual de proteção animal, a exemplo do que foi feito recentemente no Estado do Ceará.
Em discurso no Pequeno Expediente, Pastor Júnior Tércio, do PP, pediu o reforço do policiamento no Bairro Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife. Nas palavras do parlamentar, “baderneiros” fecham as ruas nos finais de semana e tiram o sossego dos moradores com música alta, manobras perigosas de motocicletas e práticas sexuais em público. O deputado pediu que a Polícia Militar, com o apoio da Prefeitura do Recife, se faça presente na comunidade.
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