A Comissão de Esporte e Lazer promoveu na tarde dessa quinta uma audiência pública para debater as políticas públicas para o esporte em Pernambuco. O vice-presidente do Colegiado, deputado João Paulo Costa, do PCdoB, presidiu o evento. Participaram do encontro atletas, profissionais de educação física e representantes do poder público e de entidades da sociedade civil como o Conselho Regional de Educação Física, associações e federações esportivas. A reivindicação por mais incentivos do Estado à prática esportiva foi a tônica do evento.
Um dos participantes da audiência foi o professor de educação física e ex-árbitro de futebol Emerson Sobral. Ele defendeu a ampliação da prática de esportes nas escolas públicas, principalmente nas de tempo integral.
“A maioria das escolas públicas de Pernambuco são de tempo integral, mas os alunos em sua grade curricular não têm a oportunidade de vivenciar o treinamento esportivo e a vivência do esporte em sua plenitude. É importante que a grade curricular, que o currículo de Pernambuco do ponto de vista da educação física seja revisto, que seja garantido o espaço de treinamento na escola, seja ela de tempo integral ou não.”
Para o diretor administrativo da Federação Pernambucana das Associações de Karatê, Sidney Mamede, é necessário mais apoio às federações esportivas, que são as entidades responsáveis pela organização de competições e formação de árbitros.
“Nós temos um conjunto de políticas públicas no Estado de Pernambuco muito significativo para a formação de atletas de alto rendimento, mas temos poucas políticas de fomento, e quem promove de forma significativa o fomento são justamente as federações, que é quem trabalha as categorias de base. Fortalecer essa relação com as federações fortalece o esporte, no meu modo de ver.”
Algumas modalidades ainda lutam pelo reconhecimento como esporte, a exemplo da capoeira brasileira. O professor Oberes Silva, conhecido no meio como Mestre Bero, entregou à Comissão de Esporte e Lazer uma proposta, elaborada coletivamente, que reconhece a capoeira como esporte de criação nacional. Com a medida, os capoeiristas podem passar a ter direito a acessar políticas públicas como o Bolsa Atleta.
“A gente tem uma geração de talentos no século 21 que precisa dessa capoeira formalizada. A gente precisa estar buscando as políticas públicas, a gente precisa de Bolsa Atleta. A gente não tem registro de capoeirista que consegue a Bolsa Atleta.”
Também participaram da audiência representantes de esportes como atletismo, corrida de rua, ciclismo, skate, futebol, jiu-jitsu, muay thay e outros. Ao final das quase quatro horas de evento, o deputado João Paulo Costa afirmou que vai trazer as demandas dos atletas para o Parlamento e lutar pela aplicação de mais recursos no esporte.
“Eu disse e me comprometi a lutar pelo fortalecimento dos programas de fortalecimento do esporte, como o Bolsa Atleta, Bolsa Técnico, Ganhe o Mundo Esportivo, Passaporte Esportivo. A gente vai aperfeiçoar esses programas e procurar ampliar o orçamento. É lamentável o Governo do Estado ter no orçamento 43 bi e apenas 0,58 por cento desse orçamento ser destinado ao esporte, ou seja, 25 milhões. ”
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