“A gente sabe o quanto é doloroso a gente andar 700 quilômetros, receber esses tratamentos. Eu tenho assistido aqui, Antonio, diariamente, isso. E eu levei essa proposta para o governador Paulo Câmara, e eu me lembro muito bem que no dia ele falou pra mim desta forma, Roberta, você realmente deu um gol, porque esse aqui é um equipamento que vai servir pra todos, né”.
A presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Roberta Arraes, do PP, comemorou, nesta terça, a aprovação do projeto do Poder Executivo que viabiliza a criação do Hospital do Câncer do Sertão do Araripe. Antes da decisão do Colegiado de Saúde, a Comissão de Negócios Municipais se reuniu e também deu parecer favorável à doação do terreno de um hotel desativado para a construção da unidade médica, a ser gerenciada pelo Instituto Social das Medianeiras da Paz.
O deputado Antonio Fernando, do PP, salientou que a medida vai ser muito importante para descentralizar o atendimento aos pacientes com câncer, evitando que eles tenham que se deslocar à capital em busca de tratamento. João Paulo Lima, do PT, também comentou a medida. O parlamentar afirmou que o Governo tem sido criticado injustamente na área da saúde, e destacou avanços da gestão, como a melhoria da estrutura do Hospital da Restauração, no Recife.
Ainda nesta terça, a Comissão de Saúde aprovou a proposição que trata do direito da mulher de solicitar a presença de acompanhante durante a realização de procedimentos médicos. Baseada em substitutivo da Comissão de Justiça, a matéria, de autoria do deputado Coronel Alberto Feitosa, do PL, amplia a lei estadual de 2005 que assegura às mulheres o direito a acompanhante na ocasião de consultas ou exames ginecológicos.
De acordo com o texto acatado, as pacientes podem fazer essa opção durante a realização de qualquer tipo de consulta médica, exame ou procedimento cirúrgico.
Outro projeto que recebeu aval do Colegiado foi o substitutivo da Comissão de Administração Pública ao projeto que obriga o fornecedor de alimentos prontos para entrega a aplicar lacre de segurança inviolável nas embalagens dos produtos. Segundo a proposta, a exigência vai fazer parte do Código Estadual do Consumidor, e seu descumprimento pode acarretar multa de até dez mil reais para o estabelecimento infrator.