Discussões sobre a gestão pública nos Estados estiveram no foco da programação da 25ª Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos, Unale, na tarde da última quinta. O cenário para os próximos quatro anos foi analisado pelos governadores eleitos de Pernambuco, Raquel Lyra, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSDB, de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil, e de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo. Caiado e Zema participaram remotamente.
Primeira a falar, Raquel Lyra destacou as duas gestões na Prefeitura de Caruaru, no Agreste Central, como fundamentais para exercer uma administração equilibrada como governadora de Pernambuco. Raquel afirmou que é hora de buscar apoios para realizar um trabalho comprometido com os que mais necessitam, e que a Assembleia Legislativa será grande parceira nisso. “Que a gente, os Poderes se unam, que a gente escute a voz das ruas, do nosso povo, que a gente consiga fazer mais com menos, sermos mais eficientes, eliminarmos aquilo que a burocracia toma de gordura, do orçamento da gente, e conseguirmos chegar lá, onde as pessoas estão esperando por nós. Aliás, é melhor que a gente esteja junto com ela construindo as soluções.”
Para Romeu Zema, governar de forma simples e eficaz é o segredo da boa gestão. Segundo ele, é preciso ‘enxugar’ a máquina pública e reduzir ao máximo as mordomias e investir pesado em educação, saúde e segurança. Já Ronaldo Caiado apontou como maior desafio romper com o ciclo da pobreza e disse que é necessário buscar apoio no Parlamento estadual para conseguir executar as políticas públicas necessárias, com foco nos mais vulneráveis. Para Eduardo Leite, reduzir a desigualdade econômica e social deve ser sempre a motivação do político no Brasil. “A gente tem que tá na política lembrando [que] tem uma população que passa fome. É por ela que nós estamos aqui para poder trabalhar para enfrentar a fome, a miséria e fazer desse país um país com igualdade de oportunidades”.
Ainda na agenda da última quinta, o economista Gustavo Grisa apresentou um panorama sobre o cenário econômico para o Brasil em 2023, a partir do novo Governo Federal. Segundo ele, o governo do presidente eleito Lula vai se orientar pelo que ele chamou de “presidencialismo de multicoalizão”, com compartilhamento da governabilidade entre o Legislativo, governadores e prefeitos, permitindo o ajuste das contas públicas, com o aumento do PIB e a queda do dólar, da inflação e dos juros.
No painel “Economia Criativa e Novas Tendências”, a economista Ana Carla Fonseca explicou como as casas legislativas podem aproveitar esse conceito para desenvolver projetos e se aproximar da população. Na mesa-redonda “Imigração”, o analista político da Fundação Getúlio Vargas Oliver Stuenkel afirmou que a chegada crescente de estrangeiros ao Brasil é um grande desafio a ser enfrentado nos próximos anos. Para a deputada estadual por Illinois, nos Estados Unidos, Sônia Harper, os EUA são a terra da imigração. De acordo com ela, dos 322 milhões de habitantes em solo norte-americano, 42 milhões vieram de outro país.
O painel “Ampliação do Espaço Constitucional e Fortalecimento do Legislativo Estadual” foi conduzido pelo advogado e professor Marcelo Labanca, que destacou que é necessário fortalecer a organização política e a sustentação de direitos.
A 25ª Conferência da Unale está sendo realizada na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana, e segue até esta sexta, com a participação de parlamentares de todo o País. Neste ano, o evento tem como tema “Os Rumos do Parlamento do Futuro”.
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