A Comissão de Administração Pública da Alepe visitou, na última quinta, o município de Barra de Guabiraba, no Agreste Central. A produção local vem sofrendo com a mosca-dos-estábulos – ou mosca-de-estábulos – um inseto que ataca animais podendo até matá-los. A atividade contou com a participação de produtores rurais, representantes do Poder Público e especialistas. As principais hipóteses para a causa do problema são o mau uso da chamada ‘cama de frango’, um adubo orgânico comum na região, e as condições do clima.
Usado para forrar pisos de granjas, esse material mistura palha e esterco. Mas, quando mal empregado, pode ser fonte de matéria orgânica para a infestação da mosca-dos-estábulos. De acordo com o presidente do Colegiado, deputado Antônio Moraes, do PP, a situação tem trazido prejuízos aos pecuaristas da região.
“A gente vai tirar uma proposta, procurar o governador, estamos já marcando outra reunião entre a Adagro, o IPA e a Universidade Rural, me parece que nos Estados Unidos já tem alguns produtos que conseguem diminuir essa infestação, e encontrar essa solução. E por outro lado também, no período de maior gravidade aqui, são três meses que a gente tem um agravamento maior da infestação, a gente fazer aqui como se fosse uma área de exclusão”.
A proposta é que nessa área haja uma fiscalização permanente do Cipoma, da Adagro e da CPRH, para que os produtores cumpram as normas sanitárias. Além de Barra de Guabiraba, o problema está prejudicando produtores de outros municípios como Bonito, Gravatá, Amaraji e Cortês, entre o Agreste e a Mata Sul. Espécie parecida com a mosca doméstica, a mosca-de-estábulo se diferencia por conseguir sugar o sangue de animais, especialmente cavalos e bois, causando feridas e doenças que podem levar à perda de peso e morte.
O problema enfrentado na zona rural de Pernambuco foi tema de audiência pública na Alepe no último mês de setembro.
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