A lotação dos leitos de UTI em todo o estado para o tratamento de pacientes com coronavírus preocupa a presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputada Roberta Arraes, do PP. Ela reconheceu os esforços do Governo Estadual, lamentou as mortes e pediu que a população siga as recomendações das autoridades públicas de saúde, enquanto aguarda pela vacinação.
Ela relatou o contexto do Sertão do Araripe diante da pandemia. “Por mais que a gente lute, que a gente traga, que a gente amplie o número de leitos de UTI não está sendo o bastante, estamos passando por um momento realmente devastador.”
Na mesma linha, o deputado Antonio Fernando, do PSC, reforçou os apelos da colega, ressaltando que a segunda onda da doença está ainda mais grave que a primeira. O deputado João Paulo, do PCdoB, se disse preocupado com a péssima imagem que o Brasil está passando para o resto do mundo e criticou as ações do presidente Jair Bolsonaro diante da covid-19. “Na escalada que vai, o Estado brasileiro não vai ter mais condição de suportar manter as pessoas em hospitais e UTIs, então, nós estamos à beira de um colapso total.”
O deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, disse que a pandemia está sendo politizada e defendeu que todos unam esforços pela vida. Ele ainda pediu que as igrejas sejam consideradas serviço essencial para que fiquem abertas durante a pandemia. Clarissa Tércio, do PSC, argumenta que a vacinação não deve ser obrigatória e pediu que o Governo estude a possibilidade de oferecer tratamento precoce.“O tratamento com a ivermectina e a hidroxicloroquina também são eficazes, são eficientes, então, é importante também a gente ressaltar aqui e questionar: por que aqui em Pernambuco não está sendo usado esse tratamento, já que existem tantos estudos já.”
Em resposta, Roberta Arraes e João Paulo argumentaram que a vacinação é a única possibilidade apontada pela ciência como solução para o atual quadro pandêmico. Ainda durante a reunião, os parlamentares aprovaram projeto de lei que prevê prioridade para a inclusão de alimentos não açucarados na merenda escolar. A matéria, de autoria da deputada Jô Cavalcanti, representando as Juntas, do PSOL, teve relatoria de Pastor Cleiton Collins e foi aprovada por unanimidade.
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