
NORDESTE – “Hoje, 90% do que é transportado na região segue por meio rodoviário, muito mais caro.” Foto: Jarbas Araújo
A inclusão do Complexo Industrial e Portuário de Suape no projeto de construção da Ferrovia Transnordestina foi o pleito apresentado pelo deputado João Paulo (PCdoB) na Reunião Plenária desta quinta (4). O parlamentar observou que, pelo planejamento atual, apenas o Porto de Pecém, no Ceará, faria o escoamento da carga transportada pela estrada de ferro. “Suape não pode ficar de fora”, opinou.
Iniciada em 2006, durante a gestão do presidente Lula, a obra enfrentou problemas e sofreu várias interrupções, lembrou o comunista. Contudo, desde o ano passado, o Governo Federal demonstra interesse em seguir com a construção da ferrovia, apesar de não apresentar prazo para isso. “Jair Bolsonaro parece não saber que a iniciativa é administrada pela Companhia Siderúrgica Nacional e conta com o apoio dos governadores da região”, frisou João Paulo.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Nordeste (Sindiferro), quando estiver pronta, a via poderá transportar 30 milhões de toneladas de soja por ano. O deputado ressaltou que o Porto de Suape e diversos municípios do Estado poderiam ser muito beneficiados com a exportação de produtos. “É o caso de Salgueiro (Sertão Central), localizado entre o porto pernambucano e o cearense, que chegou a implantar uma fábrica de dormentes (peças colocadas transversalmente à via férrea) para a Transnordestina”, disse.
Para o parlamentar, além de viabilizar o transporte de cargas, a ferrovia seria um passo importante para o desenvolvimento do Nordeste. “Hoje, 90% do que é transportado na região vai por meio rodoviário, muito mais caro. Um vagão de trem transporta até cem toneladas, o equivalente a quatro carretas carregadas.”
Pandemia – No pronunciamento, João Paulo também comentou a gravidade do momento atual do Brasil no que diz respeito à crise sanitária provocada pelo novo coronavírus. “O Governo Federal nos trouxe até aqui. O povo está se sentindo muito amedrontado, principalmente os mais pobres. Nosso País tornou-se uma ameaça planetária, o que vai comprometer ainda mais nossa economia e nossas relações internacionais”, lamentou.
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