Integrantes do Comitê Pernambucano de Combate à Tuberculose foram recebidos pela Comissão de Saúde da Alepe, nesta quarta, para discutir melhorias na assistência oferecida aos pacientes. Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, Pernambuco apresenta o terceiro maior índice de incidência da doença e o maior coeficiente de mortalidade do Brasil. Os participantes observaram, de forma unânime, a necessidade de ampliar os benefícios de assistência social para os pacientes em situação de vulnerabilidade.
Segundo Fábio Correia, da comissão executiva do Comitê, a insegurança alimentar de muitos doentes e os custos com transporte dificultam a efetividade do tratamento, que dura entre seis e 12 meses. “Então, se ele não vai ao hospital, para fazer o tratamento dele, para as consultas e os exames, ele vai abandonar o tratamento. O abandono é justamente um óbito futuro, porque a complicação é muito grande.”
Fábio Correia defendeu a entrega de cestas básicas ou de vale-refeições, em especial para pessoas em situação de rua. O transporte público gratuito, bem como a conclusão das obras do Hospital Otávio de Freitas, no Recife, também estão entre os pedidos. Coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Cândida Ribeiro afirmou que as reivindicações são justas. “A gente sempre fala que tuberculose é uma doença que tem muito a ver com o vulnerabilidade social e, para o combate, é importante a ajuda de todos os setores, por isso, a gente acha que também é muito importante colocar a tuberculose numa Casa como Assembleia Legislativa.”
A gestora pontuou, ainda, o trabalho do Governo Estadual direcionado à população carcerária, ainda mais acometida pela tuberculose que a população geral. Presidente da Comissão de Saúde, a deputada Roberta Arraes, do PP, propôs a criação de um grupo de trabalho com parlamentares, Poder Executivo e representantes do Comitê de Combate. “O sentimento que a gente tem é de buscar soluções para justamente estar cuidando das pessoas que estão sendo acometidas por essa doença, uma doença milenar, mas que, com certeza, nós vamos trabalhar muito fortemente, através de projeto de lei, através de informações, para que a gente chegue realmente a cada uma dessas pessoas que estão acometidas por esta doença.”
A ideia é que o grupo de trabalho se reúna mensalmente.
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