Juntas registram Dia Internacional de Vendedores Ambulantes

Em 14/11/2019 - 12:28
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REPRESENTATIVIDADE - “Sou vendedora ambulante com muito orgulho”, expressou Jô Cavalcanti, titular do mandato coletivo. Foto: Roberto Soares

REPRESENTATIVIDADE – “Sou vendedora ambulante com muito orgulho”, expressou Jô Cavalcanti, titular do mandato coletivo. Foto: Roberto Soares

Titular do mandato coletivo Juntas (PSOL), a deputada Jô Cavalcanti registrou, na Reunião Plenária, a passagem do Dia Internacional dos Vendedores e Vendedoras Ambulantes, celebrado neste 14 de novembro. No pronunciamento, ela anunciou a apresentação de um projeto de lei que cria normas para o trabalho informal de rua em Pernambuco. O objetivo seria regularizar a profissão, estruturar a economia popular e democratizar a concessão de licenças, permissões e alvarás.

Conforme o relato da psolista, a data comemorativa surgiu de uma articulação iniciada na África do Sul, em 2002, para denunciar  processos de violência, segregação e criminalização desses trabalhadores. “O dia celebra a força desse povo trabalhador, que se organiza na luta por direitos”, disse ela.

Jô, que atua no Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal (Sintraci), reforçou o compromisso com a categoria. “Sou vendedora ambulante com muito orgulho. Me sinto do comércio informal da África do Sul, da Conde da Boa Vista, da Feira de Goiana, do Hospital das Clínicas, do Barão de Lucena, do Agamenon Magalhães e de cada local onde tiver um camelô”, expressou.

A deputada do PSOL destacou que a taxa de informalidade no País atingiu, em outubro, cerca de 39 milhões de pessoas – 41,4% da força de trabalho ocupada. Trata-se da maior marca já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela pediu, ainda, uma maior participação dos camelôs na discussão de políticas públicas e projetos urbanísticos.

“Neste ano, através da União Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Camelôs, Feirantes e Ambulantes do Brasil e diversos sindicatos, lançamos uma carta ao Poder Público exigindo uma transformação de postura e traçando uma série de demandas para a nossa classe. Entre elas, uma política nacional do trabalho ambulante e da economia popular das cidades”, agregou.