
DITADURA – “É preciso conhecer e lembrar nossa história para que não se repitam atrocidades contra o povo brasileiro.” Foto: Roberto Soares
Os 40 anos da Lei da Anistia, promulgada no dia 28 de agosto de 1979 para conceder perdão aos exilados e presos políticos do período do Regime Militar, mereceram registro do deputado João Paulo (PCdoB) na Reunião Plenária desta segunda (26). Na avaliação dele, a realidade política atual apresenta semelhanças com o contexto ditatorial brasileiro e, por isso, é importante aproveitar a data para refletir sobre os perigos de decisões que coloquem em risco as liberdades.
“É preciso conhecer e lembrar nossa história para que não se repitam atrocidades contra o povo brasileiro. O momento exige reflexão”, opinou. “A atual gestão federal realiza ataques sistemáticos à democracia e a instituições que defendem as minorias, a verdade e a Justiça”, acrescentou o comunista. Ele criticou a decisão recente de Jair Bolsonaro de trocar quatro dos sete integrantes da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, bem como o enaltecimento constante do coronel Brilhante Ustra, condenado na Justiça pela prática de tortura.
“A Lei da Anistia foi assinada em um momento em que o País ansiava pelo fim do autoritarismo, que agora ameaça voltar. Este aniversário precisa ser lembrado com os olhos bem abertos para o futuro”, alertou. Por fim, o deputado convidou todos a participarem de Reunião Solene a ser realizada nesta noite, na Alepe, para marcar a data.
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