
CRÍTICA – Para Jô Cavalcanti, discurso homofóbico do atual presidente da República contribui para a violência contra as minorias. Foto: Jarbas Araújo
Titular do mandato coletivo Juntas (PSOL), Jô Cavalcanti abordou a celebração, nesta sexta (28), do Dia do Orgulho LGBTI. Em pronunciamento na Reunião Plenária desta quinta (27), ela destacou a origem da data e, citando levantamento do Grupo Gay da Bahia, enfatizou que a LGBTfobia provoca a morte de um homossexual a cada 20 horas no Brasil. Em 2018, foram 420 mortes registradas por assassinato ou suicídio.
Conforme explicou a deputada, o Dia do Orgulho LGBTI remete à data do ano de 1969 em que frequentadores do bar gay Stonewall Inn, em Nova York (EUA), rebelaram-se contra revistas humilhantes rotineiramente praticadas por policiais. Desde então, a comunidade LGBTI passou a se organizar na luta por respeito e direitos.
Na avaliação da parlamentar, racismo, machismo, LGBTfobia e desigualdade de classes estão na formação social do Brasil. Segundo Jô Cavalcanti, o discurso homofóbico do atual presidente da República contribui para a violência contra as minorias. Entretanto, manifestou a expectativa de que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de enquadrar a homofobia e a transfobia como crimes contribua para a superação dos preconceitos.
Jô Cavalcanti frisou que Pernambuco ocupa o oitavo lugar entre os 27 Estados do Brasil no índice de assassinatos de pessoas LGBT. Todavia, ela reconhece progressos, como a criação da coordenadoria de LGBT da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, do Plano Estadual Pernambuco da Diversidade e do Centro Estadual de Combate à Homofobia.
“São avanços importantes, mas ainda temos que olhar mais longe, para alcançar uma situação mais justa e igualitária para todos e todas da comunidade LGBT no nosso Estado. A gente espera que o Governo garanta a plena implementação dessas medidas e avanços, no sentido de atender às outras demandas dessa população”, acrescentou.
No pronunciamento, Jô enfatizou que lideranças LGBTI passaram recentemente a ocupar espaços nos Poderes Legislativo e Executivo. Nesse sentido, destacou a presença, no mandato coletivo, das militantes LGBTI Robeyoncé Lima, Kátia Cunha e Joelma Carla. “É um orgulho contarmos, nesta caminhada, com mulheres de tanta luta, que estão aqui ocupando este espaço e que ainda sofrem discriminação tanto aqui quanto lá fora”, disse.
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