
CARÊNCIA – Parlamentar enfatizou que as regiões Norte e Nordeste são as que mais sofrem com a falta de atendimento. Foto: Roberto Soares
“Os médicos cubanos voltarão para o Nordeste.” A afirmação foi feita nesta terça (25) pelo deputado João Paulo (PCdoB). Em discurso na Reunião Plenária, ele disse que o governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou a retomada da parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para contratação de profissionais estrangeiros nos moldes originais do Programa Mais Médicos. Segundo o parlamentar, o convênio será feito por meio do Consórcio Nordeste.
Em novembro de 2018, depois que o presidente Jair Bolsonaro afirmou, antes da posse, que iria rever os termos da cooperação com Cuba, o país caribenho antecipou o fim do contrato. João Paulo citou reportagem do The New York Times segundo a qual 28 milhões de pessoas ficaram sem atendimento depois que as vagas antes ocupadas por médicos cubanos não foram preenchidas. E enfatizou que as regiões Norte e Nordeste são as que mais sofrem com a falta de atendimento médico.
O parlamentar destacou, ainda, estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que mostra que um possível fim do Mais Médicos, somado ao congelamento dos gastos públicos com a saúde por 20 anos, pode levar a um crescimento de 100 mil mortes evitáveis até 2030. “Na nossa região, mais de 40% das cidades perderam seus médicos. Em Pernambuco, mais de 400 profissionais voltaram para Cuba e quase 1,5 milhão de pessoas ficaram sem atendimento nos postos de saúde”, lamentou.
O comunista dispôs-se a elaborar proposta semelhante à do Maranhão para Pernambuco. “É mais do que bem-vinda a iniciativa dos governadores do Nordeste. É também uma resposta ao Governo Federal, que não tem conseguido dar atendimento de saúde à população que mais precisa”, emendou.
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