Frente Parlamentar discute formação e requalificação de trabalhadores na área de tecnologia

Em 20/05/2019
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A estrutura disponível no Estado para oferta de tecnologia e formação de pessoas foi o tema da reunião dessa segunda da Frente Parlamentar sobre os Impactos da Quarta Revolução Industrial em Pernambuco. Para o secretário estadual de ciência e tecnologia, Aluísio Lessa, as quase quatrocentas empresas de inovação instaladas aqui criam um ambiente favorável à geração de empregos. Ele defendeu investimentos na formação dos jovens e requalificação de trabalhadores desempregados. “O ecossistema de Ciência e Tecnologia emprega quase 10 mil pessoas, e a projeção é que, nos próximos cinco, seis anos, dobre a capacidade de empregabilidade. Então, é preciso correr com isso.”

Lessa também propôs debater na Alepe o decreto que está sendo preparado para regulamentar a Lei Estadual da Inovação, aprovada em dezembro do ano passado. Cientista-Chefe do Parque Tecnológico de Eletroeletrônicos e Tecnologias Associadas de Pernambuco, Parqtel, Carmelo Barros não acredita no desaparecimento dos empregos. Para ele, as mudanças no mercado geram postos mais qualificados e também de maior renda. O Parqtel iniciou, em janeiro, o primeiro curso de residência tecnológica em inteligência artificial, voltado para a resolução de problemas da indústria.   

Na avaliação do presidente da Sociedade dos Usuários de Tecnologia de Pernambuco, Sucesu Pernambuco, Romero Guimarães, a quarta revolução industrial deveria ser marcada pela redução da carga horária de trabalho e aumento da demanda por lazer e entretenimento. “É isso que precisa ser feito: uma conscientização maior dos empresários de que esse ganho de produtividade que vai ser conseguido com a tecnologia, ele também seja repassado, de alguma forma, para o trabalhador que está sendo produtivo, em um único posto de trabalho valendo por dois, três, quatro.”

O turismo foi apontado como setor capaz de gerar renda durante o período de transição, enquanto o mercado se prepara para os novos tempos. Coordenador da Frente, o deputado João Paulo, do PC do B, acha que os novos empregos não devem ser suficientes para cobrir os postos perdidos. Nas próximas reuniões, o Colegiado deve ouvir representantes de universidade. Também será programada uma visita ao Parqtel.