
OBJETIVOS – Frente Parlamentar espera melhorar a acessibilidade na Casa e viabilizar comissão permanente para tratar das demandas do segmento. Foto: Roberta Guimarães
A Assembleia Legislativa instalou, nesta terça (7), a Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência e Doenças Raras. Ficou definido que o coordenador do colegiado será o deputado Wanderson Florêncio (PSC). Entre os objetivos do grupo estão a melhoria da acessibilidade da Alepe e a criação de uma comissão permanente para tratar das demandas do segmento.
“Eu costumo dizer que é fácil defender as questões no quintal dos outros e esquecer o nosso. Então, pretendemos deixar esta Casa 100% acessível e inclusiva. Uma das medidas será a contratação de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para acompanhar as reuniões”, anunciou Florêncio.
No encontro, o colegiado já começou a ouvir as demandas da sociedade. O professor de Libras Luiz Albérico Falcão, da Universidade de Pernambuco (UPE), ressaltou que, além de dispor de intérpretes, os órgãos públicos deveriam treinar ao menos 5% dos servidores para essa comunicação. “Em cada setor deveria haver, no mínimo, um servidor com capacidade de entender Libras. Assim, vamos tornando a sociedade cada vez mais inclusiva e bilíngue, que é o mais importante”, destacou o docente.
Os participantes do encontro também trataram de outros tópicos, como a inclusão das pessoas com deficiência intelectual no mundo do trabalho; as condições de acessibilidade da avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, durante a reforma; o livre acesso das pessoas com deficiência ao transporte público; e a falta de intérpretes de Libras na Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (Sead).
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