Saúde pública motiva debate entre Governo e Oposição no Plenário da Alepe

Em 13/03/2019
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A temática da saúde pública movimentou os debates durante a Reunião Plenária da Assembleia Legislativa, nessa quarta. O deputado Álvaro Porto, do PTB, foi o primeiro a ir à tribuna para abordar o assunto. Ele destacou as visitas que a bancada da Oposição tem feito a unidades de saúde do Estado. O grupo já foi aos hospitais Getúlio Vargas e Otávio de Freitas, ambos no Recife. Para Álvaro Porto, a situação encontrada demonstra a incapacidade do Governo do Estado em resolver os problemas das instituições. “O sucateamento de equipamentos, a inexistência de medicamentos e materiais básicos, a falta de condição de trabalho e, principalmente, as desumanidades a que pacientes são submetidos em ambientes sem higiene e o mínimo de dignidade.” O parlamentar defendeu que o assunto seja tratado de forma apartidária, com a participação das comissões permanentes da Alepe nas visitas.

O líder da Oposição, deputado Marco Aurélio Meu Amigo, do PRTB, reforçou as críticas e cobrou soluções do Governo do Estado para a situação encontrada nos hospitais. “Ratos com as crianças no setor de trauma, com escorpião e baratas. As pessoas não terem lençóis para colocar na cama, uma cadeira quebrada para atender mais de 300 pessoas que estavam na emergência para tomar um banho, tuberculosos misturados com pessoas que estão com braço quebrado, com perna quebrada.”

Já o líder do Governo na Alepe, deputado Isaltino Nascimento, do PSB, defendeu os investimentos realizados pela gestão Paulo Câmara na área da saúde. Segundo o parlamentar, Pernambuco é o estado nordestino que mais investe em saúde pública. Ele também citou dados demonstrando que o montante destinado à área foi maior que o exigido pela Constituição. “Nós gastamos no ano passado 15,8%, quando a obrigação constitucional é 12%. Nós investimos, no ano passado, R$ 4,7 bilhões na saúde, quando a obrigação era aplicar apenas R$ 3,9 bilhões,  R$ 800 milhões foram aplicados acima do que era a obrigação constitucional de 12%, significa quase R$ 1 bilhão, o Estado não fez por obrigação, mas porque é compromisso de fazê-lo.” O deputado ainda criticou as atuais propostas da gestão de Jair Bolsonaro, que segundo ele, pretendem desobrigar o Governo Federal da responsabilidade de fazer contrapartidas financeiras para garantir políticas públicas de saúde. Para Isaltino Nascimento, isso coloca em xeque o funcionamento do Sistema Único de Saúde.