Teresa Leitão comenta fim da cooperação entre Brasil e Cuba no Programa Mais Médicos

Em 22/11/2018 - 14:36
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CRÍTICA - Declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, teriam motivado o fim do contrato. Foto: Roberto Soares

CRÍTICA – Para deputada, declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, teriam motivado o fim do contrato. Foto: Roberto Soares

A deputada Teresa Leitão (PT) foi à tribuna, durante a Reunião Plenária desta quinta (22), criticar as declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e do indicado por ele para assumir o Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre a participação de profissionais cubanos no Programa Mais Médicos. Segundo ela, a postura do novo governo, ao anunciar que iria rever os termos da cooperação com o país caribenho, motivou Cuba a antecipar o fim do contrato.

“Isso mostra a falta de visão política e de responsabilidade do governo eleito com o povo”, lamentou a parlamentar, ressaltando que Pernambuco perderá 414 profissionais. “O programa foi criado para dar assistência, sobretudo na área da atenção básica, às populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas e aos moradores de municípios longínquos, para onde os médicos brasileiros não queriam e, certamente, vão continuar sem querer ir”, argumentou.

A petista demonstrou apoio à “decisão soberana de Cuba” e disse estar preocupada com a possível desassistência em municípios mais distantes dos centros urbanos, como Brejo da Madre de Deus (Agreste) e Afrânio (Sertão do São Francisco), exemplificou. “Desejo que os médicos brasileiros, que tanto criticaram o programa, possam assumir esse lugar com capacidade humanística, e que encontrem as condições que o Ministério da Saúde anunciou que vai oferecer”, arrematou.

O tema foi comentado, também, por Laura Gomes (PSB) e Joel da Harpa (PP). “É lamentável que a parceria acabe dessa forma, sem o reconhecimento de que a verdadeira saúde é promovida pelos profissionais da ação preventiva”, acredita a governista. Joel da Harpa, por sua vez, apoiou a postura de Bolsonaro. “Ao todo, 70% do dinheiro devido ao médico ia para o Governo de Cuba. O Brasil estava sustentando um governo ditador, enquanto os trabalhadores recebiam salários baixíssimos e ficavam longe dos seus familiares”, opinou.