A recomposição da cultura canavieira foi um dos temas de destaque na Comissão de Desenvolvimento Econômico no primeiro semestre. A ocorrência de dois ataques de tubarão, em menos de três meses, na orla de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, também motivou a discussão sobre os impactos negativos para o setor hoteleiro e gastronômico.
A audiência pública sobre a crise canavieira apontou que, nos últimos cinco anos, o Nordeste deixou de produzir 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa uma perda de 200 mil empregos. Em Pernambuco, segundo o consultor Gregório Maranhão, o prejuízo é de R$ 4 bilhões.
Outro debate foi sobre a ameaça à manutenção da Reserva de Vida Silvestre Águas de Mata Azul, em Timbaúba, na Mata Norte, diante do crescimento do plantio da banana e da exploração da madeira. Também estiveram na pauta temas relacionados aos trabalhadores do estaleiro do Porto de Suape e à realização da Feira Nacional de Negócios do Artesanato, a Fenearte.
No total, o Colegiado realizou quatro audiências públicas e sete reuniões ordinárias, nas quais apreciou 52 proposições. Entre elas, a que alerta para a necessidade de higienização e transporte seguro dos materiais de cama e banho fornecidos por estabelecimentos de hospedagem.
O presidente da Comissão, deputado Aluísio Lessa, do PSB, avaliou o semestre como positivo. “Visitamos a fábrica da Jeep, as cooperativas canavieiras, a Cruangi, a Pumaty, fizemos visitas ao Porto de Suape, a muitos locais, tudo referente a desenvolvimento econômico e turístico aqui em Pernambuco”.
Também foi lançada uma cartilha com orientações sobre o funcionamento da Comissão de Desenvolvimento Econômico, elaborada pela Consultoria Legislativa da Alepe.
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