O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Guilherme Uchoa, do PSC, morreu na madrugada dessa terça, no Recife, aos 71 anos. Vítima de edema pulmonar agudo seguido de parada cardíaca, ele estava internado no Hospital Português desde o último domingo. O corpo será velado na sede da Alepe, bairro da Boa Vista, na Capital. O sepultamento está marcado para a tarde dessa terça, em Igarassu.
Natural de Timbaúba, na Mata Norte, Guilherme Aristóteles Uchoa Cavalcanti Pessoa de Melo estava no sexto mandato de deputado estadual e ocupava a Presidência da Casa desde 2007. Foi responsável por iniciativas de modernização do Parlamento pernambucano, a exemplo da construção do Edifício Governador Miguel Arraes de Alencar, que abriga o novo Plenário da Alepe. Primeiro Secretário da Assembleia, o deputado Diogo Moraes, do PSB, considerava Guilherme Uchoa um grande conciliador. “No seu tempo, foi o tempo mais calmo dessa Casa, porque ele sabia conduzir com os pares, mantinha um relacionamento estreito com oposição, situação, ou seja, foi um deputado que fazia a diferença. Considerava ele um pai para mim, pelos conselhos, pela questão do relacionamento pessoal de vida”.
Durante a gestão de Uchoa, também foi erguido o anexo do prédio-sede onde funcionam os gabinetes parlamentares, abrindo caminho para a transformação do Palácio Joaquim Nabuco em museu e espaço de atividades culturais. Outro destaque foi a realização de concurso público para cem cargos de servidores efetivos em 2014. O presidente interino, Pastor Cleiton Collins, do PP, comentou a trajetória política do parlamentar. “Foi um grande batalhador em favor do povo, dos menos favorecidos, ele justamente veio para esta Casa para deixar esse legado”.
Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, Guilherme Uchoa iniciou sua carreira como escrivão da Polícia Civil e se aposentou como juiz de Direito. Também era formado em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru.
Uchoa deixa a mulher, Eva, e dois filhos, Guilherme Júnior e Giovana. O governador Paulo Câmara decretou luto oficial de cinco dias.
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