O deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, criticou, nessa quinta, uma exposição de arte realizada no Centro de Artes e Comunicação da UFPE. De acordo com o parlamentar, as obras apresentadas na mostra cultural relacionam símbolos religiosos, como a Bíblia e as imagens de Jesus Cristo e Maria, com atos sexuais e conteúdo pornográfico. “Eu tenho aqui as fotos do que estão dizendo que é uma exposição cultural. Infelizmente, não é o que nós estamos querendo ver na nossa cultura e na cultura brasileira. Primeiro é um conjunto de peças sob o título ‘Garantia do Céu’, que exibe uma réplica de um quadro onde uma boneca violentada e amarrada está deitada em uma cama abaixo da imagem de Cristo crucificado, ladeada por uma pequena mesa como um altar com Maria e outros santos católicos, terço, crucifixo e a Bíblia, dividindo espaço com um frasco de água benta e uma vela desgastada em formato de vagina.”
O pronunciamento de Collins recebeu apartes dos deputados Adalto Santos, do PSB, Henrique Queiroz, do PR, e Zé Maurício, do PP. Todos pediram respeito às crenças cristãs e criticaram a Universidade pelo conteúdo da exposição. Foi solicitado, inclusive, o envio de ofício à reitoria da UFPE, pedindo maiores esclarecimentos sobre a mostra, e ao Ministério Público de Pernambuco, para que seja fiscalizada a correção da classificação etária do evento e também para identificar se há excessos que configurem crime.
O deputado Antônio Moraes, do PP, elogiou iniciativa da Câmara Municipal de Tabira, no Sertão do Pajeú, de restituir recursos à prefeitura. De acordo com o parlamentar, nos últimos três anos, verbas direcionadas à Casa Legislativa foram devolvidas ao Executivo por meio da entrega de uma van para transportar pacientes que precisam de sessões de hemodiálise, além de uma ambulância e um microônibus que conduzem a população para consultas e tratamentos médicos. “Durante os três últimos anos, a Câmara daquele município, combinando com o atual prefeito, Sebastião Dias, devolveu à Prefeitura de Tabira recursos daquela Câmara de Vereadores.”
O deputado Edilson Silva, do Psol, solicitou um minuto de silêncio pela morte do jornalista e ativista dos direitos humanos, Audálio Dantas. O alagoano, naturalizado em São Paulo, morreu na última quarta, aos 88 anos, vítima de câncer no intestino. Durante a Ditadura Militar, Audálio era o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e teve atuação importante nas denúncias de tortura e assassinato do também jornalista Vladimir Herzog.// (09:52) “Em 1975, quando Vladimir Herzog foi torturado e assassinado pelo regime ditatorial, foi Audálio Dantas, na condição de presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que encabeçou uma campanha extremamente forte, junto com a família de Herzog e outras lideranças religiosas e políticas do país, mas foi Audálio que tomou a frente como jornalista pelo direito de liberdade de expressão.” (10:21)
Foi uma reportagem de Audálio Dantas que revelou a escritora negra Carolina de Jesus, famosa internacionalmente pelo livro “Quarto de Despejo”.
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