O primeiro discurso sobre a negação, na última quarta, do pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal foi o da deputada Teresa Leitão, do PT. A parlamentar leu na íntegra a nota oficial da Executiva Nacional do seu partido lamentando a decisão. Segundo o documento, a maioria do STF sancionou mais uma violência contra o maior líder popular do país, opinião reforçada por Teresa Leitão. “Não dá pra continuar desse jeito, e não é só por causa do PT, e não é só por causa de Lula, é por causa de cada um de nós, de cada brasileiro e de cada brasileira que saudou, em 1988, aquela Constituição cidadã”.
Para o líder do Governo na Assembleia, Isaltino Nascimento, do PSB, o Supremo Tribunal Federal se “agachou” diante da pressão da elite brasileira. “O Supremo Tribunal Federal do Brasil se apequenou. O STF, a corte suprema do Brasil, se agachou ao interesse da minoria, dessa elite brasileira que não quer ver o nosso país avançar.”
A deputada Laura Gomes, do PSB, disse estar de luto pela decisão dos ministros do STF. Ela afirmou que faltou aos magistrados a consciência de avaliar o legado social deixado pelo ex-presidente Lula. Já Odacy Amorim, do PT, comentou que o julgamento da última quarta vai entrar na história do Brasil como um episódio triste para todas as pessoas que sentiram a melhoria das condições de vida durante o Governo Lula.
Sílvio Costa Filho, do PRB, aproveitou a realização do quinto Congresso da Associação Municipalista de Pernambuco para cobrar do Governo do Estado a retomada dos investimentos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal, conhecido como FEM. “Mais de 280 milhões de reais é o que o Governo do Estado deve aos municípios de Pernambuco. Muitos prefeitos que se comprometeram de fazer obras, fazer investimentos no município, ficam com o pires na mão, atrás do Governo do Estado, para que obras ainda do ano de 2013, 2014 e 2015, elas possam ser pagas.”
A realização da primeira audiência relativa ao assassinato do estudante Edivaldo Alves, morto por policiais militares que reprimiam protesto de moradores por mais segurança, motivou discurso de Edilson Silva, do PSol. O parlamentar lembrou que o crime, ocorrido em março do ano passado, ficou conhecido como “Caso Itambé”, e revoltou a população da Mata Norte. “Felizmente, o Governo do Estado conseguiu corrigir minimamente, do ponto de vista da indenização das famílias, mas nós estamos aí acompanhando com bastante atenção o desenrolar desses fatos, para que a punição seja exemplar, e que a instituição Polícia Militar possa se recuperar e possa fazer desse triste episódio um episódio pedagógico para que isso não mais aconteça.”
A deputada Simone Santana, do PSB, destacou a realização do primeiro evento alusivo ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A data, celebrada em audiência pública nessa quinta, na Assembleia, foi criada a partir de projeto de lei apresentado pela parlamentar.
Joel da Harpa, do Podemos, também se pronunciou durante a Reunião Plenária. O deputado agradeceu ao Governo do Estado por ter incluído os professores do Colégio da Polícia Militar na proposta de reajuste dos profissionais do magistério aprovada essa semana pela Assembleia.
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