A Comissão Especial dos Estágios ouviu nessa segunda representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB-PE, e do Conselho Regional de Medicina, o Cremepe. As duas categorias têm problemas distintos nessa área. No caso dos advogados, as denúncias mais comuns dizem respeito à falta de condições de trabalho e supervisão dos estudantes nas empresas. Mas a Ordem dispõe de uma comissão específica para fiscalizar os estágios. O presidente, Cláudio Alexandre Soares Correia, explicou como o colegiado funciona no dia a dia. “Tem atuado preventivamente no sentido de procurar averiguar os espaços onde o estágio da advocacia é exercido e executado sempre com cuidado na qualidade dos ambientes, na qualidade também com quem tem oferecido vagas de estágio para que haja efetivamente uma oportunidade tanto para quem vai estagiar, o estudante, e desejoso de seguir a senda da advocacia, como também para quem vai disponibilizar vaga para estágio.”
No caso dos médicos, há muito mais demanda por estágios do que vagas disponíveis, como explica o presidente do Cremepe, André Dubeux. Ele defende a ampliação dos estágios e residências a fim de complementar a formação dos médicos. “O Conselho vê essa situação como muito preocupante, porque nós entendemos hoje que a residência médica, que há algum tempo atrás era opcional, hoje se torna até obrigatória, devido a esse aumento do número de escolas médicas, impactando diretamente a sua formação médica. Então, o número de vagas hoje ofertadas pelo Governo do Estado, apesar de ter aumentado nos últimos anos, mas é insuficiente para a demanda. Este ano fizeram prova quase quatro mil colegas para apenas seiscentas vagas.”
De acordo com a presidente da Comissão Especial dos Estágios, deputada Teresa Leitão, do PT, apesar das situações distintas, ambas as áreas precisam priorizar o papel do estágio na formação dos estudantes. “Essas duas áreas de atuação precisam ser cuidadas em relação à formação. A formação de um profissional, ela requer a prática. Não é a prática profissional, porque ele ainda não é profissional, mas é uma prática direcionada, que é isso que o estágio pode favorecer.”
Este foi o último encontro da Comissão Especial dos Estágios, em funcionamento desde setembro de 2017. A próxima etapa do trabalho é a apresentação e a aprovação do relatório da deputada Terezinha Nunes, do PSDB, ainda sem data definida.
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