A Comissão de Cidadania realizou nessa segunda uma audiência pública para a valorização do brega. A manifestação musical combina letras românticas e irreverentes a ritmos suingados. O brega surgiu nos anos 1960 como uma apropriação regional da jovem guarda e hoje é expressão das comunidades periféricas e retrata a realidade e a cultura dos moradores desses locais. De acordo com Eliabe Franco, um dos criadores do perfil de humor e comportamento Brega Bregoso, a manifestação representa a voz da periferia. “O brega é o grito da periferia, o grito da comunidade.”
Uma norma aprovada em maio deste ano inclui o brega no rol das expressões artísticas de Pernambuco. O objetivo foi garantir que, nos convênios entre o Governo do Estado e prefeituras, 60% dos recursos para apresentações sejam reservados para grupos e artistas que expressem a cultura pernambucana. O brega agora faz parte da relação definida por lei, junto com afoxé, baião, caboclinho, cavalo-marinho, entre outras manifestações. Para a produtora cultural Gabi Apolonio, a inclusão do brega nessa lista garante mais investimentos. “Esse reconhecimento é importante para o povo porque o brega movimenta a cadeia produtiva da música pernambucana.”
O presidente da Comissão de Cidadania, deputado Edilson Silva, do PSOL, destacou as próximas ações do colegiado para fortalecer o brega como expressão cultural do povo pernambucano. “Eu penso que o brega também precisa construir uma identidade, os contornos que definem a cultura brega, para que possa trabalhar mais objetivamente a sua inserção dentro das políticas culturais aqui do estado de Pernambuco.”
Ele ressaltou ainda que o colegiado vai elaborar, em conjunto com os representantes do movimento, um manifesto em prol da cultura do brega.
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