Frente Parlamentar ouve entidades de pessoas com autismo e deficiência intelectual

Em 03/05/2017
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Na reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência, nessa quarta, integrantes de entidades que representam pessoas com autismo e deficiências intelectuais puderam compartilhar queixas e sugestões para promover acessibilidade. Representantes de associações de pais e familiares de pessoas com autismo, do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa com Deficiência, da Associação Pernambucana de Cegos e as deputadas Terezinha Nunes, do PSDB, e Laura Gomes, do PSB, conversaram sobre os entraves à inclusão. A principal demanda é que as ações de educação e saúde sejam pensadas de forma colaborativa para garantir o desenvolvimento das pessoas com deficiência. Para a coordenadora da Frente, Terezinha Nunes, o trabalho dos profissionais de saúde e de educação só funciona em conjunto. “Não adianta você querer botar uma pessoa com deficiência em uma escola se ela não tiver antes um trabalho na área de saúde. A saúde é anterior à escola. Nós definimos uma pauta para cuidar só da questão da saúde.” 

A representante da Associação de Pais e Amigos das Pessoas com Deficiência do Banco do Brasil,  APABB, Sherlley Tenório, defendeu a necessidade de inserir os autistas no mercado de trabalho. “Que ele tenha autonomia e independência, porque acaba que a pessoa com deficiência fica muito vinculada à família e a gente tem que pensar no futuro. Esse pai e essa mãe, pela ordem natural, vão vir a falecer. Então, vamos pensar na possibilidade de ele poder ter acesso ao mundo do trabalho. Mas, para isso, a gente tem que se preocupar com cursos, capacitações para a profissionalização e com a permanência.” 

A Frente Parlamentar já havia se reunido com associações de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Os deputados devem continuar coletando opiniões e sugestões da população do Interior do Estado. Os municípios de Petrolina, Araripina e Afogados da Ingazeira, no Sertão, são algumas das localidades onde devem ocorrer reuniões itinerantes. Também serão ouvidos os representantes das pessoas com doenças raras e Síndrome de Down. Ao final do trabalho, será elaborado um diagnóstico dos principais desafios para a inclusão e a acessibilidade. O documento também vai ter propostas de adequação das políticas já existentes e de novas ações.