No Dia Internacional da Mulher, celebrado em oito de março, as deputadas Socorro Pimentel, do PSL, Teresa Leitão, do PT, e as socialistas Simone Santana e Laura Gomes assumiram a Mesa de direção do Plenário. Na tribuna, a luta das mulheres foi tema de pronunciamentos. Teresa Leitão abordou a origem da data, como o incêndio que matou cerca de 130 operárias em uma fábrica norte-americana em 1921. Ela também explicou as motivações da paralisação realizada nessa quarta – um movimento que une pelo menos 30 países. “Hoje as mulheres vão parar pelo fim do racismo, contra o estado patriarcal e machista, contra a reforma da previdência. Pelo fim da violência doméstica e sexista, pelo respeito à diversidade sexual, pelos direitos sexuais e reprodutivos. Pela igualdade nos espaços da política.” O deputado Zé Maurício, do PP, manifestou apoio à luta feminina.
A democrata Priscila Krause levou ao Plenário editorial da Folha de São Paulo sobre a investigação da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, a Hemobras, que segue com as obras paralisadas. O artigo afirma ser inexplicável a instalação do órgão em Pernambuco, e Krause criticou a defesa do empreendimento pelo Governo. “A Hemobras significa um caminho de desenvolvimento através de tecnologia de ponta. É isso que a gente precisa defender, e não abrir mão nem sequer cogitar a possibilidade de a Hemobras não virar realidade.” A deputada ainda propôs a realização de uma audiência pública sobre o assunto.
Rodrigo Novaes, do PSD, fez um apelo às comissões de Justiça e de Meio Ambiente para dar andamento a um projeto proposto por ele em 2013. A matéria trata de medidas de proteção à caatinga, e segundo o deputado, não avançou na Casa.
O deputado Paulinho Tomé, do PT, estreou no Plenário nessa quarta. Ele ratificou o compromisso com o povo pernambucano, e afirmou ser um representante do homem do campo.
Socorro Pimentel, do PSL, defendeu a criação de uma Frente Parlamentar para Acompanhamento das Emendas Impositivas. Ela afirma que nenhuma das emendas parlamentares foi executada integralmente no ano passado.
A interiorização das universidades públicas motivou pronunciamento de Rogério Leão, do PR. Ele afirmou que o acesso ao ensino superior transforma a realidade local, e ressaltou instituições já presentes no Sertão e no Agreste. Mas, de acordo com o deputado, os moradores das regiões não representam o corpo estudantil. “A maioria dos estudantes é formada por jovens de outras localidades e até mesmo de outros estados do país. Quando formados, regressam ao estado de origem, e acabam impactando muito pouco a realidade de cidades como Serra Talhada e Arcoverde.”
Rogério Leão anunciou que mandou ofício a reitorias de universidades e ao Ministério da Educação, solicitando mecanismos que priorizem o ingresso de jovens interioranos nos processos seletivos.
Odacy Amorim, do PT, solicitou que o Tribunal de Justiça de Pernambuco aumente o número de juízes nas Varas do interior. Ele relata que várias cidades sertanejas não têm magistrados, e dependem da atuação de municípios vizinhos.
COMO CHEGAR