Alepe comemora 200 anos da Revolução Pernambucana

Em 06/03/2017
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Brasil, século 19. A então Capitania de Pernambuco, uma das economias mais prósperas do país, sofria com a alta dos impostos cobrados pela coroa portuguesa. A insatisfação era crescente. Até que no dia seis de março de 1817, a Capitania se rebelou contra os abusos da monarquia. O movimento declarou independência de Portugal e promulgou a República de Pernambuco. Em 2017, a Revolução Pernambucana comemora duzentos anos, e a Alepe celebrou a data em uma Reunião Solene que reuniu militares, representantes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além da maçonaria, religiosos e sociedade. O deputado Ricardo Costa, do PMDB, que requisitou o evento, convocou a população para comemorar. “Os 200 anos tinham que ser realmente marcados por uma forte vontade do povo pernambucano de mostrar o que já fizemos, o que estamos fazendo e o que vamos fazer com a nossa pernambucanidade, que é redenta, ousada e sempre voltada para os interesses da pátria.”

A Revolução Pernambucana foi liderada por militares, religiosos e membros da maçonaria. O governo provisório resistiu por mais de dois meses aos ataques de Dom João Sexto. Mas no dia 19 de maio de 1817, a coroa portuguesa enviou cerca de oito mil homens e uma frota naval para bloquear o porto do Recife, e encerrou o movimento republicano no estado. Duzentos anos depois, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, destaca a necessidade de as novas gerações entenderem a Revolução e os ideais de liberdade e justiça social. “Muitos pernambucanos, desde muito tempo, trabalham por isso, e é um ideal que devemos preservar sempre. E buscar atender, nos espelhar nisso. É importante que participem as pessoas, que possam compreender o que foi isso, o que representou para Pernambuco e para o Brasil.”

Seis de março foi estabelecido por lei como a Data Magna de Pernambuco, desde 2007, com o objetivo de evocar e homenagear os heróis da Revolução e propagar a história dentro e fora de Pernambuco.