
Dias é contra a vinda da Força Nacional. Foto: Henrique Genecy
A poucos dias do Carnaval, a definição sobre o policiamento em Pernambuco rendeu debate na reunião plenária dessa quarta. É que a bancada governista criticou o pedido da Oposição de requisitar a Força Nacional para reforçar a segurança no período de momo. O deputado Romário Dias, do PSD, afirmou que a iniciativa é uma chacota com a polícia estadual. “A polícia de Pernambuco tem brio, a polícia de Pernambuco é centenária. Ela tem condições de resolver os problemas de segurança. Agora, fica uma dúzia, ou meia dúzia de parlamentares esticando a corda, fazendo com que a população fique inquieta.”
Dias ressaltou que a situação vai fazer com que o Estado fique mal visto no País, ao que Edilson Silva, do PSOL, rebateu. “O que tem falado mal de Pernambuco, me parece que não é a oposição. O que tem falado mal são os números, as estatísticas da criminalidade. São mais de 500 assassinatos só em 2017, e mais de 500 assaltos a ônibus na Região Metropolitana.”

Edilson alerta para números da violência. Foto: Henrique Genecy
De acordo com Edilson, as ações do Governo não estão surtindo efeito, e a polícia não assimilou o projeto do reajuste salarial. Romário Dias respondeu que o aumento foi o que o Poder Executivo podia oferecer. Em aparte, os deputados Rodrigo Novaes, do PSD, Terezinha Nunes, do PSDB, e Henrique Queiroz, do PR, apoiaram o governista. O líder da bancada, Isaltino Nascimento, do PSB, também pontuou que apoiar o boicote da tropa ao Programa de Jornada Extra de Segurança, o PJES, é um boicote ao cidadão.
Já o deputado Joel da Harpa, do PTN, criticou um decreto assinado pelo governador Paulo Câmara na última terça. De acordo com o parlamentar, o documento prevê a atuação policial em uma jornada especial extraordinária: “O policial que está numa escala de 12h por 36h, deverá trabalhar quando o Governo quiser, obrigatoriamente , 12h da sua folga. Me preocupa muito porque a regulamentação do decreto coloca ‘grandes eventos’, e deixa totalmente aberto.”
Joel da Harpa pretende acionar a Justiça para revogar o dispositivo.
COMO CHEGAR