Com o objetivo de debater sobre o Dia Mundial de Luta contra a Aids, o Grande Expediente Especial dessa quinta teve a participação de representantes de entidades que reúnem pessoas soropositivas e do Governo. Desde 1988, a Organização Mundial de Saúde reservou o dia 1º de dezembro para desmistificar preconceitos, divulgar informações sobre a prevenção e reunir esforços para o enfrentamento da doença. Na Alepe, uma lei estadual de março de 2016 instituiu o Dezembro Vermelho no calendário oficial do Estado, um mês inteiro para a realização de campanhas e eventos com objetivo de combate à Aids.
No ano passado, a Frente Parlamentar de Enfrentamento das DST/Aids, Tuberculose e Hepatite realizou reuniões e ouviu representantes de ONGs, do Governo e do Ministério Público. O coordenador em Pernambuco da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com Aids, José Cândido da Silva, destacou a necessidade de mais especialistas para o tratamento da doença. “Os serviços de saúde são sucateados, falta especialidades. Viver com Aids não é só tomar remédio. A gente precisa de um tratamento mais integral.”
Para o gerente do Programa Estadual de DST/Aids da Secretaria de Saúde, François Figuerôa, o trabalho de prevenção nas escolas é imprescindível e a temática de gênero e sexualidade precisa ser abordada. “O espaço da escola é onde poderia estar sendo feita essa discussão dentro de toda a metodologia científica. Se você não consegue fazer isso, logicamente vai estar prejudicada a questão da prevenção.”
De acordo com a deputada Teresa Leitão, do PT, autora do requerimento para o Grande Expediente Especial, o enfrentamento da Aids vai continuar na Alepe por meio da Comissão de Saúde. A parlamentar agradeceu a presença do presidente do colegiado, deputado Eduíno Brito, do PP, na reunião. “O compromisso que ele assume é também de dar continuidade como política permanente na fiscalização e na visita aos hospitais que foram aqui solicitadas. Tudo isso é atribuição da Comissão de Saúde.”
Em Pernambuco, há 1.500 novos casos da doença por ano. A cada seis horas, uma pessoa é contaminada com o vírus HIV.
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