Explosão de caixas de banco em plena Avenida Agamenon Magalhães, uma das mais movimentadas do Recife, delegacia roubada em Carpina, na Mata Norte, estupros e recorde de homicídios. A situação da segurança pública em Pernambuco motivou duras críticas de parlamentares, nessa terça, no Plenário da Assembleia. Segundo Álvaro Porto, do PSD, há um total colapso do setor:
“Se em 2015 disse aqui que o Pacto pela Vida estava falido, agora, pode se ver que ele foi morto e enterrado sem deixar herança. Moradores de pequenas e grandes cidades, indiscriminadamente, estão apavorados.”
Álvaro Porto denunciou que, segundo estimativa da própria Secretaria de Defesa Social, ocorre uma morte a cada duas horas no estado. Já Priscila Krause, do Democratas, chamou a atenção para a onda de estupros na capital pernambucana. Na avaliação da deputada, não adianta trocar o secretário de Defesa Social, mas cobrar a responsabilidade do governador. Júlio Cavalcanti, do PTB, em pronunciamento indignado, pediu que Paulo Câmara aja de forma corajosa em relação à crise da segurança.
Joel da Harpa, do PTN, exigiu uma atuação mais intensa do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil, o GOE. Ele ainda defendeu o apoio da Força Nacional aos agentes de segurança pública atuando no Recife, a exemplo do que ocorre em Maceió, Alagoas.
O líder do Governo na Alepe, Waldemar Borges, do PSB, citou o Mapa da Violência 2016 para destacar que, de 2004 a 2014, Pernambuco foi o único estado nordestino a reduzir as mortes por armas de fogo:
“Pernambuco consegue, pelo tanto que foi feito, resistir de uma maneira diferenciada, ou enfrentar de uma maneira diferenciada esse quadro de agravamento.”
O Mapa da Violência é elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo, coordenador da Área de Estudos sobre Violência da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais. Sobre as agressões entre torcedores do Sport e do Santa Cruz no último domingo, Waldemar Borges afirmou que todos estão estarrecidos. Para Edilson Silva, do PSOL, os envolvidos precisam ser identificados e proibidos de sair às ruas nos dias de jogos, ficando sob a custódia do Estado.

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