Cinquenta e cinco professores das redes pública e particular de Pernambuco estão habilitados a ensinar crianças com transtorno do espectro do autismo e outras dificuldades de aprendizado. Eles fizeram um curso de formação na Escola do Legislativo e, nessa terça, receberam o certificado de conclusão.
Os profissionais que participaram, indicados por núcleos de educação especial, conheceram formas de aplicação da estratégia “Sons e gestos que alfabetizam”, criada pela fonoaudióloga pernambucana Adriana Teixeira. A professora Chirley Melo acredita que o curso vai fazer diferença no trabalho de educação especial que ela desenvolve no Estado.
“Com certeza eu serei uma alfabetizadora muito melhor do que eu era antes. Meus alunos vão ser bastante beneficiados por conta disso, e espero estar em outros módulos, para que cresça muito mais, tanto eu como eles.”
O autismo é um termo geral que descreve transtornos de desenvolvimento do cérebro. Pessoas com esse diagnóstico podem ter prejuízos em grau variado, geralmente na comunicação e nos comportamentos repetitivos e restritos. Em 2015, a Alepe aprovou uma lei que garante os direitos das pessoas com esse transtorno, em Pernambuco. Uma das garantias é o acesso à educação e ao ensino profissionalizante, com professores capacitados.
O curso de formação para a educação inclusiva é uma parceria do Grupo de Trabalho de inclusão da pessoa com deficiência, da Alepe, com a Escola do Legislativo. Para a procuradora da Assembleia Juliene Viana, que faz parte do grupo, a realização do curso ajuda a colocar em prática o que está previsto na lei.
“A gente tem que municiar mais a educação, para que haja cada vez mais a inclusão, a verdadeira inclusão. Então a Assembleia Legislativa, além de editar uma lei, ela também está promovendo, preocupada em promover políticas públicas para ver esses direitos concretizados.”
Na cerimônia de encerramento do curso, o presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, ressaltou o papel da Assembleia na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
“O nosso trabalho é isso aí. É investigar as causas da sociedade e transformar essas causas em lei. E, depois, proporcionar a aplicação dessa lei e, sobretudo, a execução dela”.
Na cerimônia de encerramento do curso, também foi lançada a versão impressa da cartilha sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, publicada pela Alepe. É possível baixar a cartilha no site da Assembleia, gratuitamente. O endereço é www.alepe.pe.gov.br/publicacoes.
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