Miniarco metropolitano é debatido em audiência pública

Em 17/05/2016
-A A+

Foto: Rinaldo Marques

Foto: Rinaldo Marques

Cerca de nove mil pessoas que trabalham nos municípios de Goiana, na Mata Norte, Igarassu e Itapissuma, no Grande Recife, devem ser beneficiadas com o miniarco metropolitano. O traçado proposto para a nova rodovia tem 14 quilômetros e deve permitir o deslocamento de Olinda a Igarassu, sem passar pela BR-101. Assim espera o Governo do Estado, que enviou à Assembleia um projeto de lei para abrir licitação das obras. A medida foi aprovada pelos deputados, mas ainda gera questionamentos.

Nesta terça, a implantação do miniarco foi debatida em audiência pública da Comissão de Negócios Municipais. A deputada Priscila Krause, do Democratas, que solicitou o encontro, questionou se o projeto faz parte de um plano maior de desenvolvimento ou se é uma solução pontual. “Do ponto de vista estratégico, ele não responde às necessidades de Pernambuco. Ele responde a um problema de trânsito específico, dentro da cidade de Abreu e Lima. E que, a partir daquele ponto, todos os problemas continuam.”

De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes, 45 mil veículos passam diariamente pela BR-101, no trecho que corta Abreu e Lima. O secretário executivo de Transportes de Pernambuco, Antônio Júnior, apontou aquela região como o maior entrave da rodovia, por ser uma área urbana. Ele anunciou que também será feita a recuperação da BR-101. “Vamos restaurar a BR-101 em todo o seu contorno do Recife, a partir de setembro, no final de setembro, outubro. Será toda restaurada. A questão da variante de Abreu e Lima é para melhorar toda aquela mobilidade do Litoral Norte e do centro industrial, do distrito industrial que existe hoje lá e do crescimento turístico da região. Hoje você tem ali um gargalo muito grande, que dificulta toda a mobilidade, inclusive o escoamento da produção das indústrias que lá estão.”

A licitação prevê implantação, operação e manutenção do miniarco metropolitano. A empresa que administrar a rodovia poderá cobrar pedágio. O contrato de concessão será de até 35 anos e pode ser prorrogado pelo mesmo período. O projeto inicial para solucionar o trânsito na BR-101 era o arco viário metropolitano, que ligaria Goiana ao Porto de Suape. Essa proposta foi encampada pelo Governo Federal, mas ainda não tem previsão para ser executada.

O miniarco é uma alternativa do Estado para dar uma resposta à questão da mobilidade. Para a deputada Priscila Krause, se o arco viário sair do papel, o miniarco pode se tornar um problema. “Eu entendo que são projetos concorrentes, e que o arco metropolitano vai causar um desequilíbrio financeiro na gestão do miniarco. Então eu não queria enxergar, num futuro próximo, uma outra realidade como, por exemplo, a da Arena Pernambuco, que foi uma PPP mal planejada e que não deu certo.”

Líder da Oposição, o deputado Sílvio Costa Filho, do PRB, sugeriu a criação de uma Frente Parlamentar para acompanhar as obras de mobilidade urbana em Pernambuco. A previsão do Governo do Estado é de que a construção do miniarco comece em 2017 e dure dois anos.