Uma homenagem aos judeus que precisaram se esconder no Interior pernambucano para fugir da perseguição da Igreja Católica no período colonial. Esse é o propósito do livro “Hagadá de Pêssach do Sertão”, produzido pela Associação Sefardita de Pernambuco e lançado, nesta segunda, em uma Reunião Solene na Assembleia.
O Pêssach é considerado a páscoa judaica. A festa comemora a fuga dos hebreus da escravidão no Egito. A Hagadá é o texto usado para a noite do Pêssach, e narra a trajetória dessa libertação, como explica o presidente da Associação Sefardita de Pernambuco, Jeferson Lincon. “É um compêndio de três outras hagadot, que é o plural de hagadá, constituída a partir de Porto, em Portugal, Amsterdam, e também de Londres. E ela tem um quê de nordestina a partir dos desenhos dela, que foram baseadas na xilogravura de cordel”.
O lançamento do livro contou com a presença de acadêmicos, parlamentares e integrantes de sinagogas e comunidades judaicas de Pernambuco. O deputado Joel da Harpa, do PTN, autor da solicitação de Reunião Solene, ressaltou a importância dos judeus para a construção cultural e econômica do Estado. Ele lembrou que tramita na Alepe um projeto de lei de autoria dele para instituir o 31 de março como dia estadual em Memória das Vítimas da Inquisição dos Judeus Sefardistas.

COMO CHEGAR