Resumo do Plenário

Em 25/02/2016
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Sílvio Costa Filho (PTB) cobrou o detalhamento dos cortes do Governo em 2015.  Foto: Rinaldo Marques

Sílvio Costa Filho (PTB) cobrou o detalhamento dos cortes do Governo em 2015.
Foto: Rinaldo Marques

A bancada da Oposição cobrou do Governo o detalhamento do corte de gastos de 2015, estimado em 1 bilhão de reais. O líder da bancada, deputado Sílvio Costa Filho, do PTB, disse que o relatório apresentado na Assembleia, na última quarta, pelo secretário da Fazenda, confirma o valor economizado, mas não apresenta detalhes do que foi cortado. “Pernambuco hoje é o Estado que, proporcionalmente, mais deixou restos a pagar de um ano para outro. Pernambuco deve ao Governo do Estado mais de 1 bilhão. Então nós queríamos pedir esse detalhamento ao Governo do Estado, ao líder do Governo, para que possa efetivamente apresentar esse balanço e como foram economizados esses recursos.” 

O fechamento de escolas em Gravatá, no Agreste Central, voltou a ser abordado pelo deputado Edilson Silva, do PSOL. O deputado disse que o interventor estadual, Coronel Mário Cavalcanti, atual gestor do município e responsável por ordenar o fechamento, está isolado. O parlamentar lembrou que diversas instituições como Conselho Tutelar e Conselho Municipal de Educação são favoráveis à suspensão da medida. Edilson Silva pediu ao Governo do Estado, que indicou o nome do interventor, seja sensível à posição dessas instituições.

Uma caravana do Conselho Nacional de Bispos do Brasil em defesa das obras de transposição do Rio São Francisco foi destacada pela deputada Teresa Leitão, do PT. A caravana será acompanhada por técnicos e deve passar pelos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco, entre os dias 29 de fevereiro e dois de março. A deputada convidou os parlamentares com base eleitoral no Sertão a acompanharem o último dia da caravana em Salgueiro, no Sertão Central.

Edilson Silva (PSOL) considerou inapropriado Voto de Aplausos a policial.  Foto: Rinaldo Marques

Edilson Silva (PSOL) considerou inapropriado Voto de Aplausos a policial.
Foto: Rinaldo Marques

Na votação de projetos, um requerimento do deputado Joel da Harpa, do PROS, foi rejeitado por unanimidade no plenário. Ele propunha um Voto de Aplausos a um policial que matou um homem em fuga. O deputado Edilson Silva, do PSOL, comentou o episódio. De acordo com o parlamentar, o homem levou o filho a uma UPA e, insatisfeito com o atendimento, teria se descontrolado, sacado uma arma e agredido um segurança. O rapaz teria, ainda, atingido a mão de um motociclista para roubar a moto. Na fuga, teria sido morto pelo policial. “Não estou aqui, de forma nenhuma, condenando o policial. Porque ele estava ali numa situação, agindo, vamos dizer assim, ‘a quente’. Mas me parece que não é uma situação para aplaudirmos. Nós deveríamos estar aqui deliberando um voto de pesar por isso ter acontecido dentro de uma UPA, que é um lugar que deveria estar tratando e cuidando das pessoas.”

A deputada Teresa Leitão, do PT, também se pronunciou sobre o requerimento de Joel da Harpa. Para ela, o Voto de Aplausos seria inapropriado para a Assembleia, e colocaria os deputados na contramão da responsabilidade do Poder Legislativo.