Mais usinas estão na mira da CPI

Em 21/05/1999 - 00:00
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Durante depoimentos à CPI da Usina Catende, ontem pela manhã, o deputado Ranilson Ramos (PSB) propôs a convocação das sete usinas que negociaram a venda de 69,5 mil toneladas de açúcar no mercado internacional – transação que teve o Governo do Estado como avalista –, mas não efetuaram a entrega do produto. “Não é possível que a CPI seja tão dirigida a cascavilhar a vida da Usina Catende e deixe de investigar o calote destas usinas na Perpart e no Governo de Pernambuco”, observou Ramos.

Em tom exaltado, o parlamentar socialista conclamou os membros da Comissão a esclarecer negócios firmados pelas usinas Pumaty, Barão de Suassuna, Maravilha, Cruangi, Salgado, Bom Jesus e Bulhões, orçados em US$ 11,7 milhões e que tiveram a garantia de US$ 6,9 milhões em recursos estaduais. Segundo Ramos, a convocação seria um meio de as usinas beneficiadas explicarem a falta de capacidade financeira para honrar o compromisso com a Perpart.

Para o presidente da CPI, deputado Henrique Queiroz (PPB), o caso da Usina Catende não se confunde com o negócio da Perpart. “Não existe nada que desabone o Governo Arraes quanto a essa operação, pois as usinas que não pagaram já foram acionadas pela Justiça”, afirmou. Na sua opinião, os dois fatos não podem caminhar juntos porque, enquanto prossegue a investigação sobre a venda de açúcar da Usina Catende à Ceagepe, o Governo do Estado já havia comprovado as irregularidades na operação da Perpart e tomado providências. De qualquer forma, o assunto volta a ser discutido, na próxima semana, em reunião fechada da CPI. (Simone Franco)