Os empresários do setor gesseiro pernambucano, responsáveis por 97% da produção nacional, não mais têm condições de competir com os preços praticados pelo mercado exterior, caso a alíquota de importação, hoje na faixa de 29%, seja reduzida para 4% a partir de janeiro, como está previsto.
Essa afirmação partiu do deputado Geraldo Barbosa (PFL), ao analisar o quadro de dificuldades enfrentados pelos produtores do minério: “Se isso ocorrer fica praticamente invibializada a concorrência, pois o frete para o Sul do País já encarece o gesso, segundo alertou Josias Inojosa, presidente do Sindicato da Indústria do Gesso Sindusgesso”.
Ao chamar a atenção para o fato, Barbosa luta pela elevação da alíquota pois a tonelada de gipsita, principal matéria prima do gesso, produzida na Espanha, chegará ao Brasil custando R$ 60,00. Isso significa diferença considerável em relação ao preço do produto .E adverte que aberto esse precedente para outras nações, “o prejuízo será inevitável”.
Geraldo Barbosa leu pela Imprensa que o vice-presidente Marco Maciel comprometeu-se a dar apoio aos gesseiros pernambucanos evitando assim concorrência desleal. A atividade gesseira situa-se em cinco municípios do Araripe, com 324 indústrias e gerando 12 mil empregos diretos e outros 70 indiretos, com faturamento de R$ 200 milhões no ano passado, estimando-se para o ano em curso, aumento de 20%. (A A)
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