Nomeação de concursados da polícia gera polêmica O protesto de um grupo de aprovados do concurso da Polícia Civil, que abriu faixas no aeroporto dos Guararapes alertando para o “perigo da violência em Pernambuco”, gerou protestos ontem na Assembléia Legislativa. O líder do PT, deputado Sérgio Leite criticou o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) por ter ameaçado não chamar os agentes civis, que participaram do movimento. “Não se combate a violência com conversa e propaganda. O governador disse que não vai chamar os agentes e até ameaça processá-los. Não adianta perseguir, isto é um absurdo e ele tem coisas mais importantes para fazer”, reclamou.
O deputado lembrou que Jarbas anunciou o contratação de 400 agentes penitenciários e de 53 delegados e não assegurou a convocação dos 2.074 agentes civis que foram aprovados em concurso público com mais de 40 mil inscritos. “A polícia esta sucateada, os concursados precisando do emprego e, no desespero, foram protestar porque consideram que o governo está insensível com a violência”, acusou Leite.
Defesa Os líderes do PMDB, João Negromonte, e do Governo, Romário Dias (PFL), rebateram as acusações do líder do PT, garantindo que o governador, “em nenhum momento, disse que não ia chamar os concursados”. “É preocupante a maneira como tentam colocar a questão de forma irresponsável, tentando passar a idéia de que temos um dos maiores índices de violência do Mundo”, disse Negromonte.
Romário classificou como “baderneiros” os manifestantes que foram protestar no aeroporto. “Em todos os estados, a violência existe e aqui está sendo combatida”, assegurou, acrescentando que com a ação da Secretaria de Defesa Social praticamente “não se houve falar mais de seqüestros-relâmpago”.
De acordo com Romário, depois de 15 anos Pernambuco vai voltar a ter delegados em todos os municípios. “Não podemos admitir que meia dúzia de baderneiros tentem jogar a imagem do Estado como um dos mais violentos do Brasil. Polícia não é carrossel político”, concluiu. (Pedro Marins)
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