Comissão apresenta ex-PM que tentou extorquir vereador A CPI do Narcotráfico e da Pistolagem da Assembléia Legislativa apresentou ontem o ex-Policial Militar Manoel Cassimiro Neto, de 34 anos, que foi preso em flagrante quando tentava extorquir o presidente da Câmara Municipal de Catende, vereador Rildo Braz, usando para isso o nome a comissão. O ex-PM tentou conseguir R$ 40 mil do vereador com a promessa de retirar seu nome das investigações da CPI.
Rildo Braz, que é acusado de participação em crimes e roubo de carga, fez gravações de áudio e vídeo de todos os contatos feitos por Cassimiro Neto e armou o flagrante. Quando o ex-PM estava recebendo o novo valor acertado – R$ 10 mil – foi abordado em sua residência pelos policiais. O flagrante foi lavrado pelo delegado regional de Palmares, Antônio Carlos Câmara, onde o acusado confessou o crime.
Antes de prestar depoimento ontem à CPI, o ex-PM Manoel Cassimiro Neto contou os detalhes da tentativa de extorsão. Ele disse que estava passando por dificuldades financeiras e, por isso, tentou aplicar o golpe, prometendo que dividiria o dinheiro subornando deputados e delegados para livrar o vereador que era seu amigo da CPI.
O presidente da CPI da Pistolagem, deputado Pedro Eurico (PSB), advertiu o ex-PM de que sua ação poderia atrapalhar os trabalhos da Comissão. Cassimiro Neto se disse arrependido e pediu desculpas. “Vocês (deputados) são homens de ombridade. Eu é que fui canalha”, afirmou Cassimiro Neto, acrescentando que estava desesperado devido a problemas financeiros.
O ex-policial militar garantiu que só estava precisando de R$ 1 mil e disse que iria devolver o resto. Cassimiro Neto está preso na cadeia de Catende, aguardando julgamento que poderá resultar, se for condenado, em detenção de quatro a dez anos. (Pedro Marins)
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