Para Moraes, segurança deve se basear nas CPIs

Em 06/06/2000 - 00:00
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Para Moraes, segurança deve se basear nas CPIs O deputado Antônio Moraes (PSDB) defendeu ontem a elaboração de um projeto de segurança para Pernambuco com base nos elementos colhidos pelas CPIs da Pistolagem, dos Combustíveis e dos Medicamentos. “As Comissões vêm fazendo uma radiografia da situação nessas áreas e resultando em dados essenciais para ações de Governo”, justificou.

De acordo com Moraes, o Governo Federal não tem uma política de segurança. Ele adiantou que nas áreas de saúde e educação o Governo tem programas, desenvolve ações, “mas deixa de lado a questão da segurança, apesar do avanço da criminalidade”.

O deputado Jorge Gomes (PSB) destacou as sugestões objetivas de Antônio Moraes, a sua posição de independência, e argumentou que o Poder Executivo, em nível federal e estadual, geralmente adota medidas sem ouvir a população, as forças políticas. Em seguida, esclareceu que a política de segurança, para ser eficaz, terá de enfrentar o desemprego, a crise econômica, que respondem pela marginalização e crescimento da criminalidade.

Gomes alertou que os parlamentares e os integrantes do Governo não podem perder tempo com questões menores, com dados sobre qual governador atuou melhor para promover segurança, mas examinar em profundidade o quadro econômico, social, de criminalidade e insegurança, de maneira a contribuir para uma política de segurança no Estado.

Antônio Moraes acrescentou que seu partido não é Governo no Estado e que nem sequer é avisado sobre a presença de Ministros em Pernambuco. O parlamentar assegurou que o Governo Federal tem sido omisso, mas que as ações das CPIs, sobretudo da violência, podem ajudar o Estado a definir soluções para a área de segurança.

Para Sérgio Leite (PT), é preciso se construir um novo modelo de segurança no Estado e no país, partindo de propostas concretas, objetivas, e não de medidas artificiais que comprovadamente não resolvem o problema.

Por fim, Moraes reafirmou que o Legislativo deve começar a agir em busca de uma proposta com o objetivo de implantar no Estado uma política de segurança capaz resolver “essa questão crucial da maioria da população”. (Nagib Jorge Neto)