Deputado cobra da PCR definição sobre agentes O deputado Eudo Magalhães (PPB) exigiu ontem do prefeito da Cidade do Recife, João Paulo (PT), uma definição para a situação funcional dos agentes de controle de endemias e agentes comunitários de saúde. Esses servidores estariam sendo vítimas de políticas públicas que prejudicam seus salários e que são indiferentes às “precárias condições de trabalho”.
Segundo o parlamentar, os agentes não recebem o adicional de insalubridade garantido por Lei, ainda que estejam sujeitos a contrair doenças infecto-contagiosas ao lidar diariamente com a contenção de pragas como a febre amarela, o dengue e a filariose. Intoxicação proveniente do uso de inseticida e leucemia são outros riscos sofridos pelos agentes de saúde. “São homens e mulheres que labutam com coragem, enfrentando baixos salários, insegurança profissional e um futuro incerto”, declarou Eudo.
O deputado ainda comentou que, quando tinha mandato de deputado, João Paulo se destacou na discussão da situação do agente de saúde, especialmente numa audiência pública sobre a questão realizada em 29 de maio do ano passado.
“Parece uma ironia que o defensor de outrora tenha transformado-se no grande empecílio do presente, pois, afinal de contas, os servidores em questão possuem um contrato com a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR)”, destacou.
Eudo concluiu denunciando de que assessores do Secretário municipal de Saúde, Humberto Costa, teriam pressionado os agentes comunitários para não se reunirem ontem para discutir suas reivindicações. “Estamos diante de uma delicada questão que exige de cada um de nós uma postura coerente. Fomos eleitos para defender os interesses de uma sociedade e não podemos nos eximir de atuar”, finalizou.
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